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05.09.2016 | 19h39

Perto de completar 1 ano, Nadaf deixa prisão usando tornozeleira

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O ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, teve a prisão revogada pela juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, na tarde desta segunda-feira (5) e está em casa com a família.

O ex-secretário estava prestes a completar um ano de prisão. Ele foi preso em 15 de setembro de 2015, quando foi deflagrada a 1ª fase da Operação Sodoma. Teve mandados de prisão expedidos pelas operações Seven e Sodoma 2.

O advogado Alexandre Abreu disse para a reportagem do Gazeta Digital que Nadaf será monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele lembra que seu cliente teve a prisão revogada por um contexto jurídico, como confessar em juízo envolvimento dele em esquema de desvio de dinheiro público. 

"Ele vai responder pelos processos em liberdade. Não havia motivo para Nadaf continuar preso, porque ele se colocou a disposição da justiça para ajudar as investigações e ressarcir o erário em R$ 4 milhões", explica Abreu.

O advogado aponta que uma das acusações que Nadaf deve ser absolvido é de praticar extorsão contra o empresário e delator João Batista Rosa, que acusou o ex-secretário de cobrar propina para receber incetivos fiscais do Estado.

"Iremos provar que não houve em nenhum momento por parte do Nadaf qualquer envolvimento com cobrança de propina", garante o advogado. 

Além de usar tornozeleira, Nadaf também teve o passaporte retido pela Justiça, para evitar qualquer tipo de viagem ao exterior. 

No último dia 15 de agosto, Pedro Nadaf confessou a existência de uma 'quadrilha' que operava caixa 2 no Estado. 

"A acusação é verdadeira. Cometi fraudes e delitos contra o Estado e quero reiterar meu pedido de desculpas por isso, por ter participado dessa organização criminosa. A organização passou a saldar esses débitos", afirmou Nadaf descrevendo os crimes investigados na 2ª fase da Operação Sodoma.

"Tínhamos uma atuação em tudo aquilo que levantávamos pra pagar a dívida. Depois que as dívidas eram pagas era feito um rateio entre os valores que sobravam. Cada um tinha uma participação nesse dinheiro dentro de sua participação naquele delito". 

 

 

 

 

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