TRIBUNAL DO JÚRI 16.04.2026 | 19h12

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Montagem/GD
O empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, vai ser julgado pelo tribunal do júri em Cuiabá. A decisão foi tomada pelas Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) nesta quinta-feira (16), quando foi negado o pedido para ser julgado em outra localidade. A informação foi confirmada à reportagem pelo promotor de Justiça Jaime Romaqueli.
Bezerra é o assassino da ex-companheira, Thays Machado, e do namorado dela, Willian Cesar Moreno. Eles foram assassinados a tiros no dia 18 de janeiro de 2023, quando saiam do prédio onde vive a mãe de Thays, na Capital.
O processo estava parado a cerca de sete meses no TJ, o que fez com que o julgamento ficasse travado na primeira instância. Desde que a denúncia do Ministério Público foi aceita pela Justiça, a defesa de Carlinhos vinha usando de todos os recursos possíveis para adiar o julgamento.
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O pedido de desaforamento, como é chamada a solicitação de localidade do julgamento, foi apresentado em 27 de agosto do ano passado. A decisão sobre o caso poderia ter sido tomada em fevereiro deste ano, mas uma das desembargadoras que compõem o órgão, Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, não compareceu, motivando o adiamento.
Com a decisão, a juíza Monica Perri, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, pode marcar o julgamento que definirá sobre a condenação ou não do filho do ex-governador e ex-senador Carlos Bezerra (MDB).
Relembre
Inconformado com o término de seu relacionamento com Thays Machado, Bezerra foi até o prédio onde a mãe dela morava, no bairro Consil, esperou que ela saísse e a matou. O namorado dela, Willian Cesar Moreno, também foi assassinado.
Ele foi denunciado pelo Ministério Público em 1º de fevereiro daquele ano e a sentença de pronúncia, isto é, a decisão de que ele seria submetido ao julgamento do tribunal do júri, foi proferida em 4 de maio de 2023.
O pedido é de desaforamento foi apresentado ao TJ em 27 de agosto de 2025. Quase três meses depois, em 4 de novembro, o Ministério Público se manifestou contra a solicitação. Foi então que foi fixada a data da sessão das Câmaras Criminais Reunidas: 19 de fevereiro de 2026. Adiado, o caso só teve definição agora, com a negativa do Judiciário.
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