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de uma pessoa morta 12.10.2022 | 08h00

Bebê é a primeira pessoa do mundo a receber um transplante de intestino

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Uma bebê, de 13 meses, foi a primeira pessoa no mundo a receber um transplante de intestino de uma pessoa com morte anunciada a partir da parada das funções cardiorrespiratórias. Para manter saudáveis os órgãos do doador, uma máquina faz o papel da circulação sanguínea, até a retirada do tecido que vai ser transplantado.

 

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A pequena Emma sofria de síndrome do intestino curto e apresentava um quadro de insuficiência intestinal diagnosticado no primeiro mês de vida. O transplante de um intestino era a única chance de ela ficar viva.

 

Na manhã desta terça-feira (11), o governo de Madri, na Espanha, anunciou que o Hospital Universitário La Paz tinha realizado a cirurgia no começo deste ano e que havia sido um sucesso. 

 

Hoje, Emma está com 17 meses, saudável e vive feliz com seus pais, Ana e Daniel, em sua casa na cidade de Segóvia, que fica perto de Madri. 

 

O transplante em assistolia — sem batimentos cardíacos — já era realizado com outros órgãos na Espanha e tem se tornado uma opção tão segura quanto as doações no caso de morte cerebral. De acordo com o governo espanhol, um terço das cirurgias feitas por lá já são de órgãos mantidos por meio de máquinas.

 

Mas, até então, o intestino nunca havia sido usado, devido às características especiais desse órgão. No entanto, algumas evidências científicas não mostravam que o transplante seria prejudicial ao receptor do órgão.

 

Por isso, há três anos um grupo de pesquisa do hospital espanhol vinha trabalhando com essa possibilidade, que se tornou real agora. 

 

O sucesso pode ajudar milhares de pessoas que estão na fila de espera por um transplante de intestino ou de qualquer outro órgão. As autoridades sanitárias de Madrid destacaram que a técnica “vai possibilitar a utilização de órgãos sólidos que de outra forma seriam perdidos”.

 

Como o órgão se mantém bom?

 

Para que o órgão se mantenha saudável após a falta de batimentos cardíacos, os médicos fazem a perfusão de sangue oxigenado por meio de um sistema chamado Ecmo (oxigenação por membrana extracorpórea).  Com isso, o órgão a ser transplantado sem mantém em funcionamento normal, apto para ser doado a outra pessoa. 

O hospital espanhol utiliza essa técnica em adultos desde de 2014 e em crianças desde setembro do ano passado. Ao todo, fizeram 135 transplantes para adultos e 12 pediátricos, sendo esse o primeiro de intestino, independentemente da idade. 

 
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