Rearmamento europeu 26.04.2026 | 10h30
Daniel Torok/ White House
Assim como Giorgia Meloni defendeu a existência de uma Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) mais centralizada na Europa, Emmanuel Macron declarou que tal plano é necessário e que a proteção dos Estados Unidos não visa o longo prazo. O presidente da França e outros representantes da União Europeia participam de uma reunião no Chipre que discute uma Otan sem os EUA.
Desde que Donald Trump afirmou que cogita sair da organização, tensões entre os 32 países membros e os EUA têm crescido. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, questionou a lealdade norte-americana ao grupo. O especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral entende que as divergências entre os antigos aliados começaram após o segundo mandato de Donald Trump.
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“Os democratas normalmente são muito mais ligados à Europa do que os republicanos, que são mais isolacionistas. [...] Os europeus começam a entender que não são os republicanos, mas os EUA que têm outras prioridades”, elaborou no Conexão Record News desta sexta-feira (24). Segundo ele, a Europa é deixada de lado à medida que Trump tenta se aproximar da Rússia e afastá-la da influência chinesa.
Os resultados da nova estratégia diplomática levam a uma onda de rearmamento e fortalecem as discussões sobre o tema na União Europeia. “Uma coisa é a UE, um bloco comercial, e outra coisa é a Otan, que é um bloco militar. [...] Isso está deixando os russos inquietos. Eles já se mostraram bastante irritados com algumas possibilidades que foram levantadas pelo Macron”.
Cabral ainda informa que as divergências entre EUA e Europa não se limitam somente a questões ligadas ao Irã. Opiniões diferentes sobre o apoio a Israel, a meta de financiamento e a falta de capacidade bélica dos aliados desataram os fortes laços que uma vez já existiram.
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