aguarda assinatura presencial 15.06.2026 | 15h16
Evelyn Hockstein
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, revelou nesta segunda-feira (14) que o Memorando de Entendimento acordado entre o Irã e os Estados Unidos foi assinado digitalmente no domingo (14), aguardando a assinatura presencial e formal prevista para esta sexta-feira (19) em Genebra.
“Já assinamos digitalmente o acordo ontem”, explicou Vance em entrevista a um programa da rede ABC, no qual destacou que o acordo propiciará o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos ao estreito de Ormuz.
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A mídia norte-americana destacou, citando fontes oficiais, que o acordo já conta com a assinatura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do próprio Vance e do chefe de negociações iraniano, Mohamed Baqer Qalibaf. Espera-se, precisamente, que Vance e Qalibaf assinem o documento físico nesta sexta em Genebra.
O próprio Trump se referiu ao acordo durante um breve encontro que manteve nesta segunda-feira com o presidente francês, Emmanuel Macron, em Évian-les-Vains, sede da cúpula do G7. “O estreito já está parcialmente aberto. Na sexta-feira estará completamente aberto. Nos damos muito bem com o Irã”, destacou o presidente americano.
Além disso, Trump insistiu que a passagem pelo estreito de Ormuz será “sem pedágios”. “Tivemos uma pequena discussão a respeito. É sem pedágios, então não acho que vamos precisar de muita ajuda”, observou ele, referindo-se à iniciativa liderada pela França para garantir a segurança na estratégica passagem marítima. “Mas não acho que seja má ideia ter um ou dois navios lá, com alguns países. Vocês seriam um grande país se fizessem isso”, acrescentou.
Trump foi questionado sobre outro ponto-chave: se o acordo inclui o levantamento das sanções. “Não. Não inclui. É mais uma questão de comportamento. Se eles fizerem o que devem fazer, ele começará a ser aplicado”, explicou.
Também lhe perguntaram se ele comparecerá à assinatura do acordo na cidade suíça. “Depende. JD (Vance) vem para isso. Era ele quem estava previsto para fazê-lo. Provavelmente já terei partido nessa altura. Vamos ficar até muito tarde, por isso talvez participe. Talvez não”, indicou.
Por outro lado, ele observou que o texto completo do acordo será publicado “muito em breve”. “Diria que depois de sexta-feira”, assinalou. “Quero que seja publicado porque é um documento muito poderoso. Não é como o documento do (ex-presidente Barack) Obama, um documento terrível”, argumentou.
“Vão acontecer muitas coisas maravilhosas no Oriente Médio. O petróleo está despencando e a bolsa está disparando como um foguete”, declarou ele a respeito das consequências do acordo.
Quanto ao Líbano, ele expressou seu desejo de “colocar o país nos eixos”. “Vejo que parece não ter fim. É uma versão em miniatura do que estamos fazendo, mas é difícil. O Hezbollah... Vamos ter que conversar com eles”, observou.
Ele também se referiu brevemente à Ucrânia e apontou esse conflito bélico como o próximo objetivo de seu governo. “Talvez possamos fazer algo com a Ucrânia. Acho que tanto (Vladimir) Putin quanto (Volodymyr) Zelensky estão abertos a isso. Agora que terminamos com o Irã, vamos nos concentrar nisso”, antecipou.
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