IMPACTO MUNDIAL 12.04.2026 | 10h30
Reprodução/White House
A Hungria realiza eleições legislativas neste domingo (12), em um pleito considerado um dos mais importantes da Europa nos últimos anos.
Os eleitores irão às urnas para escolher 199 deputados da Assembleia Nacional, responsáveis por definir o primeiro-ministro do país posteriormente. A disputa tem como principais nomes o atual premiê Viktor Orbán, no poder há mais de uma década, e o adversário Péter Magyar, líder do partido de centro-direita Tisza.
Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro do ano passado, os Estados Unidos vêm apoiando de forma mais explícita líderes europeus alinhados a seus interesses. Nesse cenário, analistas apontam que Viktor Orbán ocupa uma posição estratégica, servindo como referência para pautas associadas ao movimento MAGA (Make America Great Again), já que os dois líderes compartilham visões semelhantes em temas como imigração e soberania nacional.
Além disso, a eleição no país do Leste Europeu é vista como relevante por seu potencial de influenciar o equilíbrio político no continente. A permanência de Orbán tende a aproximar ainda mais a Hungria da linha defendida por Trump, enquanto uma eventual mudança de governo poderia reposicionar o país em relação à União Europeia e à política externa ocidental.
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Como membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Hungria também tem peso em decisões estratégicas, especialmente em questões relacionadas à Rússia. O atual premiê é um apoiador de Vladimir Putin, mantendo uma posição de crítica à Ucrânia.
Trump reafirmou apoio a Orbán
A sintonia entre Trump e Orbán tem sido reforçada nos últimos meses. Em novembro do ano passado, ambos se encontraram na Casa Branca.
Na quarta-feira (8), em uma publicação na Truth Social, o presidente americano recomendou voto no premiê. Segundo ele, Orbán “luta incansavelmente por seu país e seu povo”. Integrantes do governo americano também demonstraram alinhamento: o secretário de Estado Marco Rubio esteve em Budapeste em fevereiro. Na ocasião, ele chegou a afirmar que a relação entre os dois países estavam entrando em uma “era de ouro”.
Já o vice-presidente, J.D Vance desembarcou no país na última terça-feira (7), participando de um comício ao lado de Orbán. O republicano ainda criticou o que chamou de “interferência” da União Europeia na eleição, enquanto a Comissão Europeia respondeu que a decisão cabe aos eleitores húngaros.
Orbán não é o favorito na eleição
Pela primeira vez em 16 anos, Viktor Orbán enfrenta um concorrente com grande potencial de derrotá-lo: Péter Magyar, seu ex-aliado.
Líder do partido Tisza, sigla que aparece como favorita nas pesquisas de intenção de voto, Magyar tem 45 anos e é um dos principais nomes da oposição húngara.
A ascensão do adversário do atual premiê ocorre em meio à inflação alta e pressão sobre o custo de vida na Hungria. Pró-União Europeia, Magyar defende uma guinada política e mudanças no sistema político implementado por Orbán.
Em cerca de um ano, sua popularidade cresceu de forma expressiva — especialmente entre eleitores conservadores e de áreas rurais — mesmo em meio a polêmicas, como as acusações de violência doméstica feitas por Judit Varga, sua ex-mulher e ex-ministra da Justiça.
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