interferência eletrônica 26.05.2026 | 17h16
Reprodução/Vyacheslav Prokofyev/TASS via R7
A Rússia pode falsificar sinais de GPS nas profundezas da Europa em um raio de até 450 km de Kaliningrado devido à capacidade expandida de suas antenas, disse uma autoridade lituana nesta terça-feira (26).
Desde a invasão da Ucrânia em 2022, as nações europeias têm frequentemente acusado a Rússia de interferência eletrônica, mas o governo do presidente Vladimir Putin nega e diz que as acusações são “táticas de difamação ocidentais”.
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Darius Kuliesius, vice-chefe do órgão regulador de comunicações da Lituânia, disse à Reuters que a Rússia aumentou suas antenas de “spoofing” de GPS, transmitindo sinais falsos para confundir outros sistemas de localização, de três, no início de 2025, para 36, agora.
As antenas estão localizadas, segundo ele, no território altamente militarizado de Kaliningrado, espremido entre os membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Lituânia e Polônia, na costa do Báltico.
“A interferência ocasional começou com a cúpula da Otan de 2023 em Vilnius. Agora eles construíram a infraestrutura, e a interferência se tornou uma provocação russa sistêmica, permanente e interminável contra a segurança europeia”, disse Kuliesius.
A embaixada da Rússia em Vilnius, capital da Lituânia, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, mas Moscou negou essas acusações no passado.
Um mapa do órgão regulador lituano indicou que a falsificação do Sistema de Posicionamento Global pela Rússia poderia atingir a Estônia, Letônia e Lituânia, a maior parte da Polônia e partes da Finlândia, Suécia e Belarus, bem como o Mar Báltico.
O alcance chegou a 450 km, disse Kuliesius. Segundo ele, o órgão regulador lituano estimou essa distância por meio da análise de distúrbios nas transmissões ADS-B de vigilância da aviação.
No ano passado, um jato militar espanhol que tinha a bordo a ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, sofreu um distúrbio no GPS perto de Kaliningrado, enquanto um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, teve o GPS bloqueado na rota para a Bulgária.
A Estônia e a vizinha Finlândia também culparam a Rússia por interferir nos dispositivos de navegação GPS no espaço aéreo da região.
Entretanto, a maioria dos aviões modernos e os principais aeroportos têm uma variedade de ferramentas de navegação disponíveis caso o GPS apresente problemas.
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