DEU EM A GAZETA 25.05.2026 | 06h56

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Ednilson Aguiar/ O livre
O senador Carlos Fávaro (PSD), pré-candidato à reeleição, já sinaliza para a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) que acatará o acordo nacional para que o ex-governador Pedro Taques (PSB) faça dobradinha na disputa ao Senado, ficando com a segunda vaga na chapa para a disputa eleitoral de outubro.
Após ensaiar resistência e até impulsionar nomes femininos, como o da professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Patrícia Nogueira (PCdoB), e da ex-vereadora Edna Sampaio (PT), o senador já teria mudado de ideia. A reportagem apurou que as pesquisas internas apontam que Taques não vem tendo inserções no interior do Estado, não pontuando inclusive em algumas regiões. Diante disso, Fávaro entende que Taques não disputará votos entre os dois, já que o seu recall eleitoral se encontra na Baixada Cuiabana.
A mudança de postura ocorre também porque o PSB nacional já teria acertado com o PT, espaço na chapa majoritária em vários estados, incluindo Mato Grosso. Apesar disso, Fávaro e Taques não conversaram ainda sobre a possível aliança, e o caso deverá ser mediado pela própria Federação. Questionado sobre a ausência de diálogo, o senador alegou que o momento é de consolidação da pré-campanha.
‘Estamos em fase de consolidação das candidaturas. E é isso que estamos fazendo. Composições devem acontecer mais perto das convenções’, disse o senador.
Já Taques segue na mesma linha, afirmando que neste momento vem reconstruindo o PSB no Estado e buscando apoio à sua pré-candidatura ao Senado. ‘No momento certo a gente vai conversar com todo mundo’, disse.
SEM APOIO DE PETISTAS
Considerado a maior liderança do PT em Mato Grosso, o deputado Lúdio Cabral não é favorável a uma composição com Taques. Para o parlamentar, os eleitores mato-grossenses já deram as respostas para Taques nas últimas eleições. Contudo, o grupo dirigido pela presidente do PT, ex-deputada federal Rosa Neide, que tenta retornar à Câmara, na eleição deste ano, é favorável à dobradinha com Taques para o Senado.
Ela faz parte da ala majoritária do partido, no âmbito nacional, que detém o controle das decisões internas. Grupo de petistas ligado a sindicatos ou servidores públicos também é contrário a Taques por conta da sua gestão enquanto ex-governador. Também petistas mais radicais lembram que Taques foi o primeiro governador, à época, a defender o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
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