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28.01.2015 | 00h00

A cebola e nossas camadas

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No primeiro filme de animação do personagem Shrek, o burro pergunta a Shrek, o que é um Ogro? E prontamente Shrek responde: Ogro é igual cebola, cheio de camadas.

Podemos transferir essa expressão para o ser humano e suas diferentes facetas no decorrer da vida. Ora ele é filho, ora pai, ora avô. No decorrer da vida é amigo, amante, esposo, ex. Enfim a vida nos trás um caleidoscópio de situações sociais, que como uma roupagem, entramos e saímos dela, de acordo com o momento solicitado. Eis aí a cebola citada pelo personagem Shrek.

No teatro político não é diferente. O hábito faz o monge e velhas raposas de uma hora para outra, viram personagens transformadores. Um exemplo é o Senador José Sarney, que traindo o PDS, virou vice e depois Presidente da democracia brasileira. Pode uma coisa dessas? E ultimamente desfila de "amiguinho" do governo petista. Verdadeiro Senhor Feudal do Maranhão,que tenta passar ao Brasil e ao mundo, a imagem de salvador da pátria.

Na política mato-grossense a mais nova camada da cebola, vem do legislativo, que quer acabar com todas as mordomias do primeiro escalão do governo, com uso de carros para levar e trazer tais autoridades. Acho louvável tal iniciativa, mas..., depois que a família perdeu o feudo político e hoje é uma andorinha só, quer acabar com as mordomias dos outros.

Antigos líderes estudantis combativos que viviam de chinelo de dedo e perambulavam pela UFMT, comendo a velha comida do Restaurante Universitário, pregavam uma sociedade igualitária e contra a ditadura. O palco do discurso era o Diretório Central dos Estudantes e os Centros Acadêmicos,o fim das discussões acabava sempre no antigo bar Money Money.

Hoje muitos de paletó e gravata servem ao poder que antes combatiam, traindo sua ideologia, mas..., com dinheiro no bolso e certas mordomias tentam esquecer o passado combativo. Mais uma camada tirada da cebola.

A farra de dinheiro público legal e ilegal, em todas as eleições transforma o país num verdadeiro carnaval. Dos cofres públicos jorram dinheiro para as obras, emendas diversas saem "a toque de caixa" para os aliados. O povo miúdo é contratado para servir de estandarte e porta bandeira das mentiras pré-eleitorais.

O ano de 2014 não foi diferente, mas após as eleições veio à rebordosa. É preciso fechar a porta do cofre que na condição de quase vazio, precisa ser cheio de novo. Qual a saída? Mais impostos e aumentos de taxas. A camada da cebola pré-eleitoral é descartada para dar lugar à outra,mais ácida que faz chorar os olhos da população.

O que se percebe é que palavras e práticas são coisas distintas, que usamos conforme a necessidade e conveniências do momento. Portanto, ética, legalidade, democracia, são camadas que são colocadas conforme os ingredientes solicitados pelo momento político tão somente.

Pedro Felix é professor em Cuiabá. E-mail: ikuiapa@gmail.com

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