Publicidade

Cuiabá, Sábado 13/06/2026

Opinião - A | + A

11.05.2014 | 00h00

Xingar faz bem e não engorda

Facebook Print google plus

Outra grande descoberta de poderosos cientistas e suas pesquisas maravilhosas surge como alívio, um verdadeiro analgésico, para dores agudas: xingar. Isso mesmo, P.Q.P.! Palavrões ditos em determinados momentos aliviam a dor e estão sendo recomendados como profiláticos para homens e mulheres, diante dos inúmeros altos e baixos da vida. O ato de soltar um palavrão daqueles, acelera os batimentos cardíacos e prepara o corpo para uma reação do tipo lutar ou fugir, fazendo com que o organismo tolere ou ignore a dor.
O estudo espirituoso veio das mãos do psicólogo Richard Stephens, da Universidade de Keele, Inglaterra. Ao ouvir a esposa disparar um palavrão fora do comum, daqueles bem bagaceiros, durante as dores do parto, Stephens despertou para a tese de que xingar faz bem e não engorda, rsrsrs. Ele e colegas conduziram um experimento que acabou indicando: dependendo das palavras e da carga de emoção liberada, o sofrimento reduz.
Para começo de conversa, o psicólogo reuniu estudantes universitários homens e mulheres e pediu que mergulhassem uma das mãos em água quase congelada pelo tempo que suportassem. Enquanto isso soltavam palavrões e palavras amenas, alternando-as. Quando as pessoas xingavam, era como se fosse um mantra que atenuava a dor e permitia ao grupo manter a mão por mais tempo na água gelada.
As análises do inglês com certeza ainda darão “pano pra manga”. Afinal xingar é também uma conduta meio censurada. Os palavrões nem sempre são aceitos, especialmente se liberados de determinadas bocas. E o próprio Stephens alerta que xingar com muita frequência pode reduzir a eficiência do ato. Seria uma espécie de reação adversa. Ou seja, como todo bom remédio, recomenda-se cautela na posologia.
Eu não tenho tese sobre o tema. Não saberia avaliar a estratégia médica de controle da dor. Entretanto posso atestar o quanto faz bem soltar o freio da língua e falar um sonoro vai à M.! Palavrões são únicos e intransferíveis. Acho que cada um de nós tem o seu preferido, cultivado intimamente para ser o bálsamo das angústias da alma e do corpo. Se xingar possui respaldo científico para aliviar a dor, fico pensando como pais e mães vão educar os filhos. Tradicionalmente, palavrões e boa educação jamais combinaram.
Mas, desaforos verborrágicos à parte, fica a dica de dois empresários da Alemanha. Para liberar geral o estresse nosso de todo dia, eles inventaram uma espécie de call center do palavrão. Você liga e do outro lado da linha funcionários altamente treinados serão capazes de ouvir os mais cruéis xingamentos sem reagir. Por 1,49 euros (cerca de 4 reais) o minuto, solte quantos palavrões desejar. “Scheie” (ou merda) lidera entre as expressões recorrentes. Do outro lado da linha, sem gerúndios, um animado alemão não retruca. Apenas diz:
sim senhor. Claro que sou!
Em tempo - A todas mães, neste domingo especial, deixo meu carinho e a reflexão: ‘Que a única dor da maternidade se restrinja à do parto’.


Margareth Botelho é jornalista em Cuiabá e escreve em A Gazeta aos domingos. E-mail: mbotelho.jor@hotmail.com
 

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Publicidade

Edição digital

Sexta-feira, 12/06/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.