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DEU EM A GAZETA 04.03.2026 | 06h55

6 PMs são acusados de estupro de menor e de estupro coletivo em MT

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Seis policiais militares foram denunciados por estupros ocorridos no mês de fevereiro, envolvendo duas mulheres, uma delas com 16 anos e outra, de 30, que disse ter sido vítima de um estupro coletivo, envolvendo quatro militares, um deles o namorado dela, além de dois outros homens. Os crimes sexuais ocorreram nas cidades de Peixoto de Azevedo e Lucas do Rio Verde.

 

O cabo da Polícia Militar L.S.B., 31, está sob investigação da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar. Ele teve o porte de arma suspenso e foi alvo de mandado judicial de busca e apreensão nesta terça-feira (3). Ele foi denunciado pela ex-namorada, com quem se relacionou por seis anos. Após flagrar conversas da vítima de 30 anos ao celular com amigas, o PM deu início a um ritual de torturas e abuso sexual. Nas conversas, as amigas a chamavam para fazer programas sexuais.

 

A vítima diz que além de ser estuprada por ele, outros três colegas do militar também a estupraram, além de um usuário de drogas que forneceu entorpecentes para ele e um pedreiro, de uma obra em reforma, para onde ela foi levada durante o feriado de Carnaval. A vítima foi dopada e obrigada a fumar pasta-base pelo agressor, perdendo a consciência várias vezes.

 

Em entrevista exclusiva ao jornal A Gazeta, a vítima mostrou uma lesão em um dos braços, feita pelo cano de arma de fogo. Após fazer um disparo para o alto, o PM encostou o cano da pistola na pele da jovem, provocando a queimadura. A vítima está em estado de choque e tem medo de ser morta, mesmo tendo obtido na Justiça a Medida Protetiva de Urgência (MPU). Isso porque tanto ela como a família foram ameaçados de morte pelo cabo PM.

 

As agressões e torturas começaram na noite do domingo de Carnaval (15), e os abusos se estenderam por cerca de 36 horas. Grande parte do tempo a vítima estava drogada com lapsos de consciência, em que lembra dos atos degradantes a que foi submetida pelo agressor e pelos homens a quem ele a entregou.

 

Em depoimento, ela narra que foi levada por L. a um imóvel em reforma, onde foi oferecida a um pedreiro, que também manteve conjunção carnal com ela. A todo momento o namorado dizia que ela teria acabado com sua vida e que faria o mesmo com a dela. Queria que a vítima engravidasse e não soubesse de quem seria o filho, usando a expressão que iria ter filho de qualquer um. Queria que ela contraísse doença sexualmente transmissível e ordenava que todos realizassem ejaculação interna.

 

 

Mentor do crime, cabo está afastado das ruas

De acordo com o delegado Richard Damasceno, coordenador do Plantão 24 horas de Violência Doméstica, após a vítima ser ouvida, ela foi encaminhada para exames de corpo delito e as roupas dela também foram encaminhadas para a perícia. Como os fatos denunciados ocorreram em Lucas do Rio Verde, a investigação corre sob sigilo, pela Polícia Civil daquela cidade.

 

O tenente-coronel Paulo Secchi, comandante do 14º Comando Regional da Polícia Militar, assegura que o militar L.S.B. deixou o trabalho nas ruas e atua em funções administrativas no quartel. Quanto à denúncia contra os outros militares, supostamente envolvidos nos crimes, ainda não foram identificados pela vítima. Destaca que a investigação irá esclarecer os fatos. Salienta que a Corregedoria-Geral realizará a investigação interna, com base nas atividades dos policiais que estavam atuando na data dos fatos denunciados.

 

Militares estavam em viatura e em serviço

 

Em Peixoto de Azevedo (691 km ao norte), o estupro da adolescente de 16 anos está sob a investigação exclusiva da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, pelo fato do abuso sexual denunciado ter sido praticado por militares em serviço. O crime ocorreu na última sexta-feira (27/02) e vítima foi atendida inicialmente pela Polícia Militar de Matupá, que a encaminhou para exames e a ouviu. Por meio de nota, o Comando da PM assegura que prestou suporte à vítima e que os fatos serão apurados de forma rigorosa.

 

A vítima relatou que foi abordada por uma viatura da PM na noite de 27 de fevereiro, enquanto voltava da escola, pilotando uma motocicleta. Ela disse que quando foi abordada, os militares a impediram de ligar para a mãe, como pediu, e mandaram que ela seguisse pilotando a moto, que iriam escoltá-la. Em um ponto próximo à UPA, em local ermo, os militares ordenaram que ela parasse novamente. Um deles segurou seu braço e arrancou sua blusa e abusou dela por 20 minutos, dizendo: é isso que você merece. A adolescente disse que ficou com uma lesão no seio e que após o crime os dois policiais a ameaçaram, dizendo que se contasse o fato a alguém seria perseguida por eles e morta. Relata que ambos tinham preocupação em fugir de câmeras de segurança.

 

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