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Operação Diaphthora 17.04.2024 | 09h52

Acusado de cobrar 'diárias' de presos, delegado é professor e tentou ser vereador

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Reprpdução

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Investigação feita pela corregedoria da Polícia Civil mostrou que o delegado Geordan Fontenelle e um investigador da delegacia de Peixoto de Azevedo cobravam propina para dar regalias a presos, liberar bens apreendidos, beneficiar processos e até cobravam “diárias” para que presos ficassem no alojamento da Polícia Civil. Fatos são alvos da Operação Diaphthora, deflagrada nesta quarta-feira (17).


Ativo nas redes sociais, o delegado publicada a rotina policial, sempre uniformizado e com armas. Em 2020 o policial foi candidato a vereador pelo Podemos, em Redenção (PA). Na época ele declarou como patrimônio um veículo avaliado em R$ 140 mil. Ele não foi eleito. Após a derrota, o policial passou a atuar em Mato Grosso. Em seu perfil nas redes sociais, ele afirma que é Professor de Direito Penal e Processual Penal e também faz palestras em instituições de ensino.


“As solicitações referem-se a andamento de procedimentos criminais, realocação de presos em alojamentos da própria unidade policial e advocacia administrativa. Esses crimes foram praticados em conluio com advogados e garimpeiros na região”, declarou o corregedor auxiliar, delegado Rodrigo Azem Buchdid.


Na casa de um dos alvos da ação policial foram apreendidos R$ 12 mil em dinheiro. Os valores cobrados pelo grupo para beneficiar detentos não foram divulgados.


“Essa operação visa coibir tais condutas dentro da nossa Polícia Civil e dar a resposta à nossa sociedade, visando o caráter republicano e integridade que devemos ter”, afirmou o delegado Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz.

 

Operação
As investigações iniciaram após denúncias recebidas no Núcleo de Inteligência da Corregedoria Geral, que apontavam o envolvimento de policiais civis, advogado e garimpeiros da região de Peixoto de Azevedo em situações como a solicitação de vantagens indevidas, advocacia administrativa e ainda o assessoramento de segurança privada pela autoridade policial, caracterizando a formação e uma associação criminosa no município.

Com o aprofundamento das investigações foram identificados os servidores envolvidos no esquema criminoso, sendo o mentor e articulador, o titular da Delegacia de Peixoto de Azevedo e um investigador da unidade, aliados a advogado e garimpeiros do município.

Entre os crimes praticados pela associação criminosa foi demonstrado no inquérito que o delegado e o investigador solicitavam o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos; exigiam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial.

Todos os esquemas e acertos levam à conclusão de que existia um verdadeiro “gabinete do crime”.

Com a operação, a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral, demonstra o caráter republicano em garantir a integridade pública da instituição, investigando e responsabilizando seus integrantes, bem como verticalizando as investigações para desarticular a associação criminosa que agia, de forma oculta, na estrutura estatal, trazendo descrédito às ações da Polícia Civil no município. 

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