CRIME DE EXTORSÃO 10.02.2025 | 11h28

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Vinicius Mendes/GD
Comerciantes vítimas das extorsões do Comando Vermelho relataram cenário de horror à Polícia Civil. Há casos de pessoas que desenvolveram depressão, que compraram arma para se defender e até pensaram em tirar a vida para se livrar das ameaças dos faccionados.
Delegado Antenor Pimentel, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco), disse em coletiva de imprensa que a atuação das facções chegou em “situação extrema”.
“Eu sei que não é só em Várzea Grande. Vimos vítimas com depressão, que fechou o comércio, vítima comprou uma arma para se defender e pensou em usar ela para se matar. A situação é extrema. O tráfico já é dominado por facção, a lavagem de dinheiro já é dominada por facção e agora, extorsão, é a gota d’água”, disse.
Na operação da delegacia, denomina de ‘A César o que é de César’, dois membros do CV foram presos, sendo um de 35 anos – no bairro Jardim Fortaleza – e outro de 29, no Tijucal. Eles foram apontados como violentos pelo delegado. Um tinha função de ‘disciplina’ e o outro era ‘braço direito’.
Os dois foram identificados como autores de ameaças e extorsões contra comerciantes de Várzea Grande, especialmente os que atuavam dentro do camelô da cidade. Eles cobravam uma “taxa de funcionamento” de 5% sobre o faturamento mensal dos lojistas.
Fugiu para a Rocinha
Pimentel relatou que assim que a especializada começou a investigar os crimes, os suspeitos perceberam a movimentação policial e um deles chegou a fugir horas após as diligências.
“Quando a PJC começou a investigar o caso para valer, os suspeitos perceberam e, na mesma madrugada, um deles comprou passagem de R$ 5 mil à vista e ficou escondido na Rocinha – comunidade do Rio de Janeiro. A rocinha se tornou um reduto da criminalidade”, disse.
Trata-se de O.R., 35, conhecido como Shelby. “A gente ficou fazendo o monitoramento dele, que se portou como foragido. Apesar da esposa ter empresa, salão, passou dois meses sem comparecer. Prendemos ele fora de casa, realmente foragido”, disse.
Por enquanto, a polícia não divulgou o número de vítimas, nem mesmo a quantidade em dinheiro que a facção conseguiu com os crimes. “Estamos fazendo trabalho de porta em porta, procurando as vítimas. Estamos fazendo um esforço para ajudar, convencer a depor mesmo sem colocar o rosto. Então, até assim, as pessoas têm medo”, relatou.
O outro comparsa do esquema é C.R.L.S., conhecido como ‘Maxixi’. Junto com o principal investigado, reforça as ameaças aos comerciantes e, em algumas situações, assumiu atitudes mais agressivas, com violência nas abordagens e tem papel direto na cobrança e recebimento das taxas ilegais.
Os integrantes do esquema monitoram de perto a rotina dos comerciantes, garantindo que os pagamentos sejam realizados e reforçando a intimidação, com presença constante no camelódromo em Várzea Grande. “Sob a falsa alegação de oferecer segurança aos estabelecimentos, na realidade esses criminosos exercem pressão sobre as vítimas, as coagindo e amedrontando”, pontuou o delegado Antenor.
A GCCO reforça que denúncias sobre fatos semelhantes pode ser denunciados diretamente à unidade policial, com o sigilo garantido, pelos telefones (65) 98173-0700 ou 197.
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Jose - 10/02/2025
Espero que isso acabe, já está demais
1 comentários