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presa na bolívia 20.10.2026 | 17h02

'Angeliquinha' chega a Cuiabá e ficará em regime diferenciado

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A criminosa Angélica Saraiva de Sá, conhecida no meio criminal como "Angeliquinha", foi recambiada para Cuiabá nesta terça-feira (20), em operação realizada pela Polícia Civil. Apontada como uma das principais lideranças do crime organizado e do tráfico de drogas no estado, a investigada foi transferida do Mato Grosso do Sul para o sistema penitenciário de Mato Grosso.

 

Ela estava custodiada no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, na cidade de Corumbá, local para onde foi encaminhada após ser recapturada na Bolívia.

 

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A operação de logística, escolta e transporte até a capital mato-grossense foi coordenada de forma conjunta por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, ao lado da Gerência Estadual de Polinter e Capturas. A ação integrada contou ainda com o suporte do Centro Integrado de Operações Aéreas, que garantiu o apoio aéreo durante o deslocamento da detenta.

 

A entrada da custodiada foi efetivada na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Ao desembarcar na unidade prisional, Angélica Saraiva de Sá foi entregue aos agentes da administração penitenciária local, que assumiram a responsabilidade pelo recebimento, pela segurança e pela continuidade do cumprimento das medidas judiciais cabíveis.

 

Captura internacional

Angeliquinha foi localizada e capturada em 22 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em ação integrada da Polícia Civil de Mato Grosso com a Polícia Boliviana. Ela estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

 

Após a captura pelas autoridades bolivianas, no dia 24 de setembro, ela foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada provisoriamente para a unidade prisional feminina de Corumbá, onde permaneceu aguardando o recambiamento para Mato Grosso.

 

Apontada pelas investigações como uma das lideranças de uma facção criminosa, com atuação no extremo norte de Mato Grosso, especialmente em Alta Floresta e região, Angeliquinha é investigada por envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à coordenação de ações criminosas.

 

A investigada possui condenações que ultrapassam 260 anos de reclusão e mandados de prisão expedidos em diferentes ações penais e investigações.

 

Regime Disciplinar Diferenciado

A 5ª Vara Criminal de Sinop determinou a inclusão de Angeliquinha no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), pelo prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação mediante nova decisão judicial fundamentada.

 

A medida foi determinada no âmbito de representação apresentada pela Polícia Civil, relacionada às investigações da Operação Showdown. Conforme a decisão judicial, os elementos reunidos apontam suspeitas de que a investigada teria continuado a exercer funções de liderança na organização criminosa mesmo durante o período em que permaneceu foragida no exterior.

Operação Showdown

Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar apontado como responsável por dar suporte às atividades criminosas ligadas à investigada e auxiliar na lavagem de dinheiro.

 

Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão e de busca e apreensão, sequestros de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensões de pessoas jurídicas.


As investigações identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses, valores considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Segundo a apuração, empresas e outros negócios teriam sido utilizados para dar aparência lícita a recursos provenientes das atividades criminosas.

 

A ação de recambiamento integra os procedimentos para o retorno da custodiada ao sistema penitenciário de Mato Grosso, onde ficará à disposição da Justiça.

 

 

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