FILMADA E ASFIXIADA 03.02.2019 | 17h12
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Um ano após o assassinato de Vanessa Tito Poquiviqui Ramos, 21, o namorado, Maicon Junior da Silva Dantas, 31, acusado de ter asfixiado a jovem até a morte continua foragido da Justiça de Mato Grosso. Interrogado durante as investigações, ele negou ter praticado o crime, no entanto provas levantadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indicaram o homem como autor do homicídio.
Vanessa havia saído de casa há cerca de dois meses para morar na casa da família de Maicon, no bairro 3 Barras, em Cuiabá. Na manhã do dia 31 de janeiro de 2018, ela foi encontrada morta na residência, com pequenos cortes na região do queixo e olhos, além de hematomas no peito. Antes de ser asfixiada e morta, o acusado teria “dopado” a vítima e gravado um vídeo da jovem.
As imagens que circularam pelas redes sociais mostravam Vanessa sob efeito de alguma substância alucinógena. Maicon pergunta sobre os ferimentos e a vítima responde com palavras desconexas, sem abrir os olhos. Em determinado momento, o namorado pede que a vítima reze a oração do pai nosso. A tortura é filmada por 7 minutos. O próprio acusado publicou o vídeo em sua página no Facebook, porém com a repercussão apagou a publicação.
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Maicon Júnior da Silva Dantas é procurado pela Polícia Civil e Justiça de Mato Grosso pela morte da namorada Vanessa Tito.
Com uma extensa ficha criminal, Maicon têm 4 passagens policiais, sendo 3 por violência doméstica, com vítimas diferentes, e outra por porte ilegal de arma de fogo. Uma das vítimas era adolescente e o denunciou por lesão corporal e injúria. Pouco antes de morar com Vanessa, o acusado havia sido preso por violência doméstica, tendo sido liberado em dezembro de 2017 com uso de tornozeleira eletrônica.
Três dias após assassinar a namorada, foragido, Maicon usou novamente o Facebook utilizando a identificação de ‘Vulgoo MJ JP’, desta vez para esclarecer o vídeo e negar o crime.
O caso tramita em segredo de Justiça na 2ª Vara Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. E, até o momento não houve nenhuma audiência de instrução sobre o processo. Maicon foi indiciado por crime de homicídio qualificado com o agravante de feminicídio em julho de 2018.
Ele teve a prisão preventiva decretada no dia 2 de fevereiro. Desde então se encontra foragido. Qualquer informação sobre o paradeiro de Maicon Junior da Silva Dantas pode ser denunciado à Polícia Civil através do telefone da DHPP (65) 3901-4800. A ligação é totalmente sigilosa.
Caso semelhante
Chico Ferreira
Débora foi encontrada morta em um córrego e ex-namorado foi preso 4 meses após o crime.
Na mesma época também foi registrado o assassinado da adolescente Débora da Silva, 17. Ela foi morta pelo ex-amorado Marcelo de Oliveira da Silva, 34, que após asfixiar a garota jogou o corpo em um córrego também no bairro Três Barras. A vítima foi encontrada no dia 6 de fevereiro de 2018, 3 dias depois de ter desaparecido.
Marcelo chegou a ser interrogado na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), no entanto foi liberado em seguida após negar autoria do crime. As investigações prosseguiram e concluíram que Marcelo matou Débora. O inquérito foi concluído em maio e a prisão realizada no dia 20 de junho, no bairro Altos da Glória.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), Marcelo ficou detido em uma unidade prisional por 3 meses. No dia 5 de setembro, ele conseguiu a liberdade.
Por se trata de uma vítima menor de idade, o processo criminal tramita em segredo de Justiça na 14ª Vara Criminal. Ainda em fase de oitivas, na próxima segunda-feira (4) está programada uma audiência de instrução, que será realizada no Fórum da Capital. Somente após a pronuncia da sentença é que será determinado ou não se o caso irá a júri popular.
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