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CASO SHANGRI-LÁ 22.10.2019 | 16h48

Após 15 anos, condenado pelas mortes de advogada e filho é preso

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Reprodução

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Benedito da Costa Miranda, mais conhecido como “Piré”, foi preso nesta tarde de terça-feira (15), próximo a Ponte Sérgio Motta. Piré foi contratado pelo ex-delegado Edgard Froés para matar a advogada Marluce Maria Alves, de 53 anos, e seu filho Rodolfo Alves Lopes, de 24, em março de 2004.

 

De acordo com informações da Polícia Militar, os policiais receberam uma informação de que um suspeito com mandado de prisão em aberto estava nas proximidades da ponte.

 

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Ao chegar no local, o homem atravessou a rua, tentando fugir. Entretanto, ele foi detido próximo ao bairro Praierinho, em Cuiabá. Em consulta, os PMs identificaram que o suspeito era Benedito da Costa Miranda, que até então estava foragido.

 

Benedito da Costa Miranda, o Piré, foi o primeiro envolvido no Caso Shangri-lá. Ele foi condenado a 30 anos e dois meses de prisão, no dia 26 de julho de 2004, por ter contratado o homem que executou Marluce e Rodolfo Alves.

 

Ele foi preso e encaminhado à Gerência Estadual de Polinter (Gepol).

 

Caso Shangri-lá
Edgar Fróes foi condenado a 30 anos e 8 meses por ser mandante do duplo homicídio da advogada Marluce Maria Alves e seu filho, Rodolfo Alves Lopes. O caso ficou conhecido como “Shangri-lá”, porque os dois foram assassinados no dia 18 de março de 2004 dentro da própria residência no bairro Sangri-lá.

 

O agiota Trajano Souza Filho contou que a advogada lhe devia R$ 32 mil, resultado de vários empréstimos.Como não estava conseguindo quitar a dívida, Trajano começou a fazer cobranças e a intimidar a advogada.

 

O filho de Marluce resolveu então ir à delegacia do Porto, onde o delegado Edgard Fróes trabalhava, para registrar uma ocorrência. O delegado, que era amigo da empresária, propôs um acordo entre o agiota e Marluce.

 

Marluce, Fróes e Trajano fizeram um contrato por escrito estipulando os valores a serem quitados e as datas dos pagamentos.

 

No dia do acordo, a empresária pagou a Trajano R$ 6 mil em dinheiro, além de dois cheques no valor de R$ 5 mil cada um. Ficou estabelecido que ela pagaria o restante em prestações de R$ 5 mil. O dinheiro seria entregue ao delegado que repassaria ao agiota.

 

Nas datas previstas no contrato, a empresária procurou o delegado Edgard Fróes e pagou mais três "prestações" de R$ 5 mil cada uma. Para comprovar que tinha recebido o dinheiro, o delegado emitiu recibos à Marluce.

 

O delegado, porém, não repassou os R$ 15 mil ao agiota. Como não recebeu o dinheiro, Trajano resolveu telefonar para o delegado e cobrar a dívida. De acordo com a polícia, o delegado teria dito que a empresária estava "enrolando" para pagar.

 

Trajano resolveu ligar para Marluce que afirmou ter pago R$ 15 mil ao delegado. Sem ter onde conseguir o dinheiro, o delegado resolveu então mandar matar Marluce.

 

O crime
Para executar o crime o delegado contratou Benedito da Costa Miranda, o "Piré", que, por sua vez, acionou um adolescente de 17 anos para ir até a casa da empresária. No dia do crime, o motoqueiro Hildebrando Passos, o "Hulck", levou o adolescente até a residência da empresária. Dentro de casa, o menor matou mãe e filho com um tiro na nuca. Logo em seguida roubou a bolsa da advogada.

 

Veja o vídeo

 

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