'UMA PESSOA IMPARÁVEL' 12.03.2026 | 15h44

yuri@gazetadigital.com.br
Serginho Lapada
Marcos Pereira Soares, preso acusado de estuprar e assassinar a própria irmã, Estefane Pereira Soares, 17, foi classificado pela delegada Jéssica Assis como um possível “criminoso sexual em série”. Vítima foi encontrada nua, com sinais de violência física e sexual dentro de um córrego no Três Barras, em Cuiabá.
Ao que tudo indica, na data em que matou a irmã, Marcos foi filmado vigiando e tentando arrombar um comércio da cidade. Delegada Jéssica Assis foi questionada sobre a ação de Marcos.
“Recebemos a filmagem e tudo leva a crer que é o comportamento dele é denotativo de um criminoso sexual em série. A gente consegue partir dessa linha de raciocínio”, destacou.
Assis ressaltou que a dona da loja vai ser intimada para ser ouvida e para saber se houve uma situação de, no mínimo, perseguição. “Ou se houve uma tentativa de cometimento de crime contra a dignidade sexual dela”.
Para ela, o contexto mostra que ele é uma pessoa imparável “que precisa ser detida, cerceada, que não tem condições de viver em sociedade. Realmente é um perigo para mulheres, meninas e até criança”, finalizou a delegada.
Corpo encontrado
Estefany estava desaparecida desde terça-feira (10), conforme já divulgou o
. A mãe, ao encontrar o filho, já na quarta-feira, o pressionou para saber do paradeiro da jovem. Porém, o suspeito desconversava. Ela o levou para casa e acionou outros familiares, porém, ao perceber a “armação”, fugiu para dentro de um matagal.
Família começou a buscar pela jovem na região até que, por volta das 21h30, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou que o corpo da jovem foi encontrado dentro do córrego.
Vítima estava submersa na água, apenas com as pernas para fora. Vítima apresentava ferimentos pelo corpo. Cena foi isolada para os trabalhos do Corpo de Bombeiros, DHPP e Perícia Oficial (Politec).
Em seguida, com o apoio da Polícia Militar, o suspeito foi preso já na madrugada de quinta, na região do CPA. Ele foi flagrado andando pela avenida Brasil, quando foi abordado.
Ele foi encaminhado para a DHPP, onde vai ser ouvido. A motivação do crime segue sob investigação.
Desprezo ao feminino
Toda a dinâmica do crime ainda está sendo apurada, bem como a motivação. Porém, ela destaca que, independente disso, está claro que o ato foi motivado por ódio ao gênero.
“A motivação realmente é desprezo ao feminino. Foi um feminicídio clássico do termo mesmo”, explicou Assis. Em interrogatório, ele negou os fatos, afirmando que “não teria feito isso”.
Contou ainda que procurou a irmã apenas para conversar, resolver uma questão ligada à mãe. “Que no momento que saíram de casa, eles teriam ido só até a esquina, conversaram rapidamente e ele seguiu o rumo. Depois, disse que não sabe o que teria acontecido com ela”, lembrou a delegada.
Segundo ela, apesar de ter dado essa versão dos fatos, ele não forneceu nenhum álibi. Estefane estava em casa, com o companheiro, quando foi abordada pelo irmão. Depois disso, ela não foi mais vista.
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