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AGRESSÕES E ESTUPROS 05.12.2019 | 10h14

Casal é resgatado em situação análoga à escravidão em MT

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Divulgação/PM

Divulgação/PM

Casal de 48 e 49 anos foi resgatado pela Polícia Militar e agentes do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), na tarde de quarta-feira (4), no município de Pontal do Araguaia (515 km ao Sul de Cuiabá), em uma propriedade rural onde viviam em condições análogas à escravidão.

 

Uma das vítimas relatou ainda ter sido vítima de estupro por parte do dono da fazenda. De acordo com as informações da PM, foram os agentes do CRAS quem repassaram o caso, e pediram auxilio para o resgate. 

 

Leia também - Pai é preso pela PM por abusar da filha de 5 anos em Cuiabá

 

A fazenda está localizada a cerca de 10 km do centro da cidade, em uma região do Assentamento Brilhante. Lá, o casal foi encontrado vivendo em péssimas condições.

 

O homem de 48 anos relatou que não recebiam pagamento pelo trabalho prestado, e que comiam uma única refeição todos os dias, sendo ela arroz com soro de leite.

 

Já a vítima de 49 anos contou que recebe benefício social de um salário mínimo, no entanto, a dona da fazenda é quem faz a retirada e que fica com dinheiro. Ela relatou ainda que foi estuprada pelo marido da proprietária, que ainda a agrediu usando um facão. 

 

Denúncias de maus-tratos 

Segundo a vítima, agressões e maus-tratos acontecem todo o tempo. Além disso, contou que em um momento de fome extrema, mataram uma galinha da propriedade para comerem, mas foram descobertos e agredidos por um dos filhos dos proprietários, que ainda usou uma arma de fogo nas agressões.

 

Agentes do CRAS informaram que o local não possui higiene e as vítimas ficavam em péssimas condições. Não havia banheiro na casa e eles eram obrigados a realizar suas necessidades fisiológicas no matagal. 

 

O casal não tinha calçados e nenhum material de higiene pessoal. Proprietária da fazenda, que tem 80 anos, foi ouvida ao lado de sua filha, de 58 anos. 

 

Elas negaram as acusações, dizendo que encontraram as vítimas em situação de vulnerabilidade e que os levaram para trabalhar na unidade, pagando meio salário mínimo, oferecendo comida e moradia. 

 

As duas foram encaminhadas para a Polícia Federal em Barra do Garças, onde prestaram depoimento. O caso será investigado.

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Comentários

ana - 05/12/2019

porque não aparece o nome da fazenda e dos fazendeiros? precisa mais de quantas provas?

1 comentários

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