ALTA PERICULOSIDADE 23.09.2026 | 06h58

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Reprodução
Uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e a Polícia Boliviana resultou na captura da foragida da Justiça Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Apontada como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no extremo norte de Mato Grosso, ela estava foragida desde agosto de 2025. Ela está condenada a mais de 260 anos de prisão.
A localização da foragida em território boliviano foi possível por meio do trabalho de investigação e da troca de informações entre as forças de segurança do Brasil e da Bolívia.
A ação contou com a participação da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência Estadual de Polinter (Gepol), em conjunto com a Polícia Boliviana.
Após a captura, serão adotados os procedimentos legais necessários para o retorno de Angeliquinha ao Brasil, onde será colocada à disposição da Justiça.
Angeliquinha fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, no dia 17 de agosto do ano passado. Durante o período em que permaneceu foragida, 6 mandados de prisão foram expedidos contra ela.
Segundo as investigações, a mulher possui mais de 260 anos de condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Ela também é apontada como responsável por exercer influência sobre atividades criminosas em Alta Floresta e municípios da região.
A investigação aponta que a facção estaria envolvida com tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo.
Operação Showdown
Em março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar ligado a Angeliquinha. Conforme a investigação, familiares davam suporte às atividades criminosas e auxiliavam na lavagem de dinheiro obtido pelo grupo.
Ao todo, foram cumpridas 31 ordens judiciais, entre quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas.
As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, a partir de investigação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Alta Floresta.
Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha. Eles são investigados por integrar o núcleo familiar responsável, segundo a polícia, pelo apoio ao grupo criminoso e pela movimentação de recursos de origem ilícita.
As investigações apontaram a movimentação de mais de R$ 20 milhões em cerca de um ano e sete meses. O valor, conforme a Polícia Civil, era incompatível com a renda declarada pelos investigados.
Empresas e outros negócios teriam sido utilizados para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido por meio das atividades criminosas.
O grupo também é investigado pela exploração de garimpo irregular nos municípios de Alta Floresta e Nova Bandeirantes. Segundo a apuração, a atividade estaria relacionada a outros crimes, entre eles extorsões e tráfico de drogas.
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