boletim 'esdruxulo' 29.12.2023 | 11h42

jessica@gazetadigital.com.br
Reprodução Agora MT
O delegado Thiago Garcia Damasceno, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que as mortes de dois moradores de rua não tiveram uma “causa”, que este foi um “crime de ódio” praticado por dois policiais militares. A internação de um dos acusados com ferimento na perna logo após o duplo assassinato e explicação “esdrúxula” para a lesão chamaram atenção dos policiais civis.
Em coletiva na manhã desta sexta-feira (29), o delegado afirmou que os policiais militares Cássio Teixeira Brito (preso) e Elder José da Silva (foragido) eram experientes, com mais de 10 anos de carreira. Ambos são acusados de matar os sem-tetos Thiago Rodrigues Lopes, 37, e Odinilson Landvoight de Oliveira, 41, e ferir outros dois, que foram hospitalizados. O grupo estava em frente ao Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP), na madrugada do dia 27 de dezembro, quando os acusados passaram atirando.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, desde o momento da comunicação do fato já foram tomadas medidas necessárias para elucidar o caso o mais rápido possível, ouvindo testemunhas, coletando imagens e com a perícia.
Conforme relatou na entrevista coletiva, um dos sobreviventes contou que viu o momento em que o carro modelo Land Rover de cor verde escura se aproximou e o passageiro passou uma arma para que o motorista atirasse. Ele não descreveu o rosto do atirador.
“As câmeras de segurança que alcançamos não são de qualidade eficiente, mas, no transcorrer da apuração, tivemos conhecimento que um policial havia chegado ao hospital com ferimento, logo após o crime. Confirmamos que a dupla chegou ao hospital com a Land Rover de cor verde escura e confirmamos que era o mesmo carro, com imagens nítidas das câmeras”, disse o policial.
Além da “coincidência” sobre a chegada do policial ao hospital logo após os assassinatos, chamou atenção do delegado a versão relatada no boletim de ocorrência para justificar o ferimento causado por tiro na perna do suspeito.
“Registrou boletim de ocorrência sobre o ferimento com uma justificativa muito esdruxula”, destacou.
Segundo o delegado “não existe uma causa que gerou essa reação violenta. Foi um crime de ódio, de matar pessoas em vulnerabilidade social, pessoas que já são carentes, estão abandonadas, não são criminosos. O mau exemplo desses policiais não reflete a corporação”, frisou.
Cássio foi preso na manhã desta sexta-feira e, ao ter a arma solicitada para apreensão, disse que a perdeu na quinta-feira (28), um dia após o crime.
O comparsa Elder segue foragido e os agentes estão a sua procura.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.
Marlan - 30/12/2023
Que fato inominável cometido contra esses pobres coitados. Inconcebivel, inaceitavel e incompreensivel o que leva um ser humano a cometer um ato dessa natureza, e ainda mais cometido por pessoas que compõe uma Instituição treinada, capacitada, preparada e remunerada, justamente, para evitar ocorrencias tipo esta por eles perpetradas. Não podemos, nivelar a Policia Militar, por tais atitudes porque sabemos que são exceções nocivas, raras, porem, inevitáveis num universo de seres humanos que a compõem...Que Deus, as leis e a sociedade continue a enaltecer os bons policiais e a extirpar da Corporação aqueles que enveredam pelos caminhos do mal, atraves de novos e eficientes mecanimos de detecção, controle e punição.
J A Silva - 29/12/2023
A POLICIA, O JUDICIÁRIO ESTÃO PROCURANDO BARBA (CABELO) EM OVO! OS CULPADOS. A CUILPA DISSO TUDO É DAS ASSISTÊNCIAS SOCIAIS DO ESTADO E MUNICÍPIO, QUE NADA FAZEM ALÉM DE EXECUTAR UMA POOLITICA INEFICAZ E INFRUTÍFERA! EM VEZ DE FAZER UM TRABALHO QUE REALMENTE ATENDERIA A ESSE PÚBLICO, QUE INCOMODA, E INCOMODA MUITO, PERTURBA O CIDADÃO, QUE ACIONA OS RESPONSÁVEIS, QUE ESTES NÃO RESPONDEM SATISFATORIAMENTE À DEMANDA E AÍ ACONTECE ISSO! AGORA, ONDE ESTARIAM A ALMT? O TCE? O TJ? O MP? AS PREFEITURAS? O GOVERNO? NAS PRAIAS? PROVAVELMENTE! CADA UM COM SEU UMBIGO E NO SEU UMBIGO! VERGONHOSO!
Job - 29/12/2023
Muito estranho, quando tem PM envolvidos, nem foi julgado o caso e já há condenação por parte da imprensa, os nomes e imagens dos PMs são amplamente divulgadas, nem condenação há, quando não é PM, as imagens e nomes nunca são divulgados e a matéria é suposto/investigado/possível. Tem que ser investigado e punido com rigor, pois todo brasileiro tem direito a ampla defesa e imagem tem que ser autorizada.
Paulo - 29/12/2023
Cadeia e exoneração, esses não serve para a população, esse tipo de policial, não generalizando não serve para gloriosa PM MT
4 comentários