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denúncias GRAVES 30.03.2026 | 15h55

Pivetta garante que pode provar acusações de corrupção; 'Sou responsável pelo que falo'

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Aparecido Carmo e Fred Moraes

redacao@gazetadigital.com.br

Tonico Pinheiro/Secom-MT

Tonico Pinheiro/Secom-MT

O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) disse, nesta segunda (30), que se for interpelado pelas suas declarações das últimas semanas sobre políticos do estado tem como provar que diz a verdade. Nos últimos dias, Pivetta citou casos de “rachadinha” e de lideranças políticas de Rondonópolis que mantinham o controlo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para “roubando o povo mato-grossense”.


A declaração foi feita quando um repórter questionou se teria provas para apresentar sobre as suas declarações. Acenando a cabeça de forma afirmativa, Pivetta respondeu que sim.


“Se eu for interpelado[, sim]. Sobre tudo o que eu falo eu sou o responsável. Então eu tenho falado, como é normal nas posições que nós exercemos, procurar alertar a população sobre consequências, especialmente as consequências decorrentes da corrupção”, afirmou.

 

Leia também - 'Não querem governante que peça 30% de volta', diz Pivetta


Na última quinta-feira (26), em evento do partido Republicanos, Pivetta citou gestões anteriores para dizer que havia a prática de “rachadinha”, isto é, a liderança política destinava recurso aos municípios e exigia que os prefeitos devolvessem 30% do valor.


“Vocês não querem governantes que peçam 30% de volta para vocês. Vocês não querem governante que tenha esse costume, tenha tradição e é conhecido no estado inteiro por pedir de volta parte daquele retorno. Vocês sabem de quem eu estou falando”, disse ao prefeitos que participavam do ato.


No fim de semana, em ato que autorizou o início das obras de um complexo viário na BR-163, i Trevão, em Rondonópolis, Pivetta citou lideranças políticas daquela cidade que agiram para que as rodovias do estado ficassem sob o controle do Dnit para que pudessem se apropriar dos recursos públicos.


“Esse Trevão só não saiu antes porque a concessão foi feita engembrada para continuar boa parte da rodovia na jurisdição do Dnit para os políticos daqui que mandavam no Dnit ficar roubando, continuar roubando o povo mato-grossense. Às custas das vidas”, disse em sua fala no palanque.


Na conversa com a imprensa nesta manhã, Pivetta afirmou que os mato-grossenses sabem o quanto já sofreram pela “omissão e corrupção”.

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