FIZERAM CHAMADA DE VÍDEO 02.02.2026 | 07h11

yuri@gazetadigital.com.br
Lapada Lapada
Criminosos que invadiram uma quitinete no bairro Praeiro, em Cuiabá, na noite de domingo (1) e mataram William Júnior, 19, agrediram a mãe dele e pediram autorização, por meio de uma chamada de vídeo, para matá-la. Porém, a liderança da facção negou. A mulher foi bastante agredida pelos suspeitos. Caso é investigado.
Delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse em entrevista à TV Vila Real que a mulher reagiu e tentou defender o filho. Por isso, foi bastante agredida pelos criminosos e levou coronhadas na cabeça.
“Depois que mataram William, eles fizeram uma chamada de vídeo para saber se ela seria morta. Ela tentou proteger o filho, por isso, queriam matar ela. Mas, durante a chamada, foi dito que não. Apenas o rapaz era para ser morto”, disse.
Abreu destacou que a ação dos criminosos foi muito rápida. William estava há poucos dias em Cuiabá. Ele tinha acabado de chegar da Bolívia. O delegado explicou agora que a investigação vai apurar o que ele estava fazendo no país vizinho e, ao que tudo indica, trata-se de um crime envolvendo facções criminosas.
“Ele alugou a quitinete para ficar poucos dias. A mãe não mora aqui. Ela estava no mercado e foi para a casa ver o filho, eles assistiram e foram abordados pelos criminosos”, destacou. Segundo o delegado, vítima já estava sendo seguida pelo grupo.
Crime
De acordo com as informações, passava das 22h quando a polícia foi acionada para uma ocorrência envolvendo disparos de arma de fogo em um conjunto de quitinetes do bairro.
Quando a equipe chegou, flagrou o jovem caído no local com vários ferimentos de tiros na região da cabeça. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte no local.
Mãe da vítima contou que eles estavam no local, após assistir TV, e foram surpreendidos por pelo menos 3 suspeitos. A ação foi rápida e bastante violenta. Ela ainda tentou impedir que o filho fosse morte, mas acabou agredida.
Testemunhas contaram que os suspeitos passaram algumas vezes, em um carro branco, na porta do conjunto habitacional. William estava há poucos dias em Cuiabá e tinha acabado de chegar da Bolívia.
Cena foi isolada para os trabalhos da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Perícia Oficial (Politec). DHPP apura se o jovem foi assassinado por uma disputa de facção.
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