no Ahmenon Lemos 27.02.2026 | 09h35

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
Dois policiais penais foram presos em uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso que desarticulou um esquema de corrupção e comércio ilegal de celulares dentro de uma unidade prisional no estado. A investigação aponta o envolvimento de pelo menos seis pessoas, incluindo servidores, reeducandos e até a esposa de um dos presos.
Conforme a assessoria de imprensa do órgão, ao todo, são 6 ordens de prisão temporária e 4 de busca e apreensão, com base nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado.
A apuração revelou um esquema estruturado de entrada de aparelhos celulares no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos em Várzea Grande.
A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus-MT), por meio da Corregedoria-Geral, acompanha o cumprimento dos mandados e informou que adotará todas as medidas administrativas cabíveis sobre a conduta dos servidores investigados.
Esquema dentro do presídio
As investigações revelaram um esquema estruturado e contínuo de entrada e venda de celulares dentro do presídio. Segundo a Polícia Civil, os policiais penais aproveitavam o livre acesso à unidade para introduzir os aparelhos, que eram repassados a presos que pagavam valores entre R$ 400 e R$ 800 por unidade.
Em dias de folga, os agentes buscavam os aparelhos com fornecedores e escondiam os celulares em pontos estratégicos dentro da unidade. Um dos presos, com acesso liberado a várias áreas internas, era responsável por recolher os aparelhos e entregá-los aos detentos compradores.
Um reeducando, apontado como coordenador do esquema, organizava a distribuição dos celulares entre os presos e fazia o repasse do dinheiro aos policiais penais envolvidos. A operação descobriu que, em algumas ocasiões, até oito celulares eram introduzidos de uma só vez.
Corrupção e riscos à segurança
De acordo com o delegado Marlon Luz, responsável pelas investigações, o objetivo das medidas é impedir a continuidade do esquema criminoso, reunir novas provas e identificar outros possíveis envolvidos.
“O ingresso de celulares em presídios é uma das principais formas que criminosos e faccionados utilizam para ordenar e promover crimes de dentro das unidades. Essa operação busca cortar o problema na raiz”, destacou o delegado.
A investigação apura os crimes de associação criminosa, corrupção passiva majorada e ingresso ilegal de telefone em unidade prisional.
Nome da operação
O nome “Via Paralela” faz referência à forma clandestina usada pelos investigados para conceder benefícios a presos, contornando as vias legais do sistema prisional.
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