pediu para vestir roupa e abriu janela 26.03.2026 | 16h48

maria.klara@gazetadigital.com.br
Polícia Civil
Ângela Maria Santana foi flagrada tentando esconder pouco mais de R$ 18 mil em espécie no telhado de uma residência, durante o cumprimento de mandados, na manhã desta quarta-feira (25), no bairro Canelas, em Cuiabá. A ação faz parte da Operação Speakeasy, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.
O imóvel pertence ao marido de Ângela, o policial militar aposentado Edinilton Freitas de Melo, que também foi alvo da operação da Polícia Civil. De acordo com informações, as equipes chegaram ao local por volta das 6h e precisaram arrombar o portão para acessar a casa.
Durante as buscas na residência, os policiais apreenderam dois aparelhos celulares, sendo um pertencente ao militar aposentado e outro à esposa, além de 84 dólares em espécie. Também foram recolhidos três veículos: um Honda HR-V, um Chevrolet Prisma e uma Toyota Hilux, todos registrados em nome do suspeito.
Ainda durante o cumprimento do mandado, foi localizada uma pistola Taurus, acompanhada de dois carregadores e 28 munições.
Em determinado momento, Ângela pediu autorização para trocar de roupa antes de ser encaminhada à delegacia. Após sair do closet, os policiais identificaram uma janela escondida que dava acesso ao telhado da residência. Durante a vistoria no local, foi encontrada uma sacola contendo cerca de R$ 18 mil. Questionada, ela confessou ter tentado esconder o dinheiro.
O casal foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e permanece à disposição da Justiça.
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Operação Speakeasy
A operação investiga uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do tráfico de drogas por meio de empresas de fachada. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava estabelecimentos, principalmente no ramo de bebidas, comércio de joias e equipamentos eletrônicos, para ocultar a origem ilícita dos recursos.
As investigações apontam que os envolvidos mantinham padrão de vida elevado, com veículos e imóveis de alto valor, incompatíveis com a renda declarada. Parte dos integrantes teria ligação direta com facções criminosas, incluindo líderes que atualmente estão presos ou foragidos.
Ainda conforme apurado, o esquema movimentou cerca de R$ 200 milhões entre os anos de 2021 e 2025, com ramificações em Cuiabá, Várzea Grande e Goiânia.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira da organização criminosa.
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