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sangue na calcinha de criança 04.05.2026 | 15h10

Ex-presidiário fez videochamada para a companheira após estuprar e matar enteada

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

O padrasto de 24 anos preso acusado de estuprar e causar a morte da enteada, de apenas 3 anos de idade, teria feito uma vídeochamada com a mãe da criança após cometer o crime. O fato ocorreu em em Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá), na madrugada de domingo (3).

 

Segundo as investigações da Policia Civil, após cometer o abuso, o suspeito chegou a realizar uma videochamada para a mãe da criança, que estava no trabalho, simulando que a menina estava apenas dormindo profundamente e não despertava.

 

Em depoimento, a mãe relatou que trabalha desde a madrugada e deixa as filhas sob os cuidados do padrasto. Segundo o delegado Honório Gonçalves, o suspeito tentou criar uma narrativa de morte natural logo no primeiro contato com a companheira.

 

"No momento dos fatos, segundo ela, ele teria ligado para ela, informado que a menina não queria acordar, fez até uma videochamada", explicou o delegado.

 

Diante da imagem da filha imóvel, a mãe correu para a residência e levou a criança à unidade de saúde, onde o óbito foi confirmado. Embora o padrasto sustentasse que a menina havia "passado mal", a análise da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) rapidamente desmentiu a versão.

 

Leia também - Criança de 3 anos morre com sinais de abuso sexual; padrasto é preso

 

O exame de necropsia identificou lesões graves nas partes íntimas da vítima. Além disso, a equipe de investigação encontrou provas contundentes na residência do casal, descrita como um ambiente insalubre.

 

"O médico legista identificou indícios fortes da prática de atos sexuais contra essa criança de 3 anos. Inclusive, durante a perícia, foi arrecadada uma calcinha dessa vítima que tinha pontinhos ali de sangue", afirmou Honório Gonçalves.

 

No quarto onde o crime teria ocorrido, peritos localizaram pontos de sangue no colchão e um sachê de lubrificante descartado, indicando uso recente.

 

O suspeito não é desconhecido das forças de segurança. Ele já possui passagens por tráfico de drogas e envolvimento com organizações criminosas, tendo sido alvo de operações anteriores na região. O acusado estava em liberdade há dois meses.

 

"Ele está sendo autuado, a princípio, pelo crime de estupro qualificado pela morte. Houve uma inovação legislativa recente que aumentou a pena desse crime, que hoje vai de 20 a 40 anos", ressaltou o delegado.

 

A mãe da criança também foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil investigará se houve omissão ou conivência por parte dela, além de analisar as condições de maus-tratos no imóvel.

 

Uma segunda criança, irmã da vítima, de 6 anos, foi retirada do local pelo Conselho Tutelar e entregue provisoriamente ao pai biológico.

 

O padrasto permanece preso e passará por audiência de custódia, enquanto o material genético coletado na cena do crime foi enviado para Cuiabá para exames de DNA que devem robustecer o inquérito policial.

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