TATÍCAS DE GUERRILHA 13.03.2026 | 10h40

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
A Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (13), a Operação Argos para desmantelar um centro de treinamento criado por uma facção criminosa dentro de uma área indígena em Santo Antônio de Leverger. No local, integrantes do grupo recebiam treinamento de sobrevivência na selva e táticas de guerrilha. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis e começou após denúncias de tráfico de drogas na área indígena conhecida como Aldeia Tereza Cristina (Korogedo Paru), localizada nas proximidades do Rio São Lourenço.
Segundo as apurações, um homem branco conhecido como “Pescador”, casado com uma indígena, seria responsável por receber grandes quantidades de drogas transportadas pelo rio. O entorpecente era levado até uma casa dentro da área indígena, porém mais afastada da aldeia.
Outro suspeito, conhecido pelos apelidos de “Corola” ou “Fininho”, seria o responsável pela distribuição da droga para traficantes de Rondonópolis. O transporte ocorria por embarcações pelo Rio Vermelho e também por via terrestre pela MT-270.
Treinamento armado na mata
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que os dois suspeitos também ministravam cursos de sobrevivência na selva e treinamento com armamento pesado para integrantes da facção criminosa.
Nos treinamentos, os instrutores eram conhecidos como “01” e “02”. As aulas incluíam montagem e desmontagem de armas curtas e longas, técnicas de tiro em diferentes distâncias e estratégias de sobrevivência na mata para casos de fuga após confrontos com forças de segurança ou facções rivais.
De acordo com a polícia, os treinamentos eram realizados com armas de uso restrito, como fuzis calibre .556 e .762, pistolas .40 e .9mm, além de metralhadora e até uma arma de fogo calibre .30 com tripé.
A existência do curso começou a ser revelada após prisões de membros de facções em diferentes cidades do estado. Em depoimentos, alguns suspeitos relataram ter participado de treinamentos de sobrevivência e manutenção de armamento em uma área indígena.
Deslocamento para evitar suspeitas
As investigações apontam ainda que o suspeito conhecido como “02” utilizava uma embarcação com motor para transportar os alunos e o instrutor até regiões de mata às margens do Rio Vermelho, onde eram realizados os disparos.
O grupo seguia pelo Rio São Lourenço por alguns quilômetros antes de iniciar os treinamentos, com o objetivo de evitar que os moradores da aldeia ouvissem os tiros.
Armas apreendidas
Diante das evidências, o delegado Fábio Nahas representou pelos mandados de busca e apreensão, que foram autorizados pela Justiça e cumpridos nesta sexta-feira.
Durante a operação, os policiais apreenderam duas armas de fogo, uma espingarda calibre .22 e outra de dois canos calibre .20, além de dezenas de munições de diversos calibres.
As investigações seguem para identificar outros envolvidos no esquema e apurar a atuação da facção criminosa na região.
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