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Cuiabá, Quinta-feira 19/02/2026

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possuía medidas protetivas 19.02.2026 | 12h55

Filhas afirmam que botão do pânico foi acionado duas vezes, Sesp nega

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Reprodução

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As filhas da professora Luciene Naves, 51, assassinada pelo ex-marido Paulo Bispo, de 63, afirmaram que o botão do pânico foi acionado ao menos duas vezes antes do crime. O criminoso invadiu a casa da vítima e a matou na segunda-feira (16).

 

A declaração foi dada em entrevista à imprensa local, nessa quarta-feira (18). A versão, no entanto, é contestada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

 

De acordo com a Polícia Militar, Paulo Bispo desligou a energia elétrica da residência, pulou o muro e aguardou a vítima no portão. Luciene foi atingida por dois disparos no tórax e morreu no local.

 

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que a vítima possuía medidas protetivas de urgência vigentes, porém, no dia do crime, não houve acionamento das forças de segurança por meio do botão do pânico, da Patrulha Maria da Penha ou do Ciosp, pelo telefone 190. Segundo a pasta, a Patrulha Maria da Penha só foi chamada por terceiros após o feminicídio.

 

A Sesp ressaltou ainda que, em agosto de 2025, Luciene registrou boletim de ocorrência no Plantão de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Familiar contra o ex-marido, quando solicitou medidas protetivas. Já em outubro do mesmo ano, após receber novas ameaças, a professora acionou o botão do pânico e foi atendida por policiais militares.

Leia também - Mulher é agredida pelo companheiro e consegue pedir ajuda à família pelo Instagram

 

Na ocasião, ela foi orientada a procurar a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá para registrar um novo boletim de ocorrência por descumprimento das medidas. Com o registro formalizado, a Polícia Civil comunicou o caso ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que decidiu aplicar apenas uma advertência ao agressor, sem incluir acompanhamento da Patrulha Maria da Penha, mantendo apenas o uso do botão do pânico.

 

Enquanto familiares cobram explicações sobre a efetividade das medidas adotadas, o caso reacende o debate sobre falhas na rede de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica em Mato Grosso.

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