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fuga para o paraguai 24.06.2026 | 16h47

Juiz manda inserir nome de foragido na lista da Interpol e quer apoio da PF

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Divulgação PF/TJMT

Divulgação PF/TJMT

O juiz Guilherme Carlos Kotovicz, da Comarca de Guarantã do Norte, decretou, nesta quarta-feira (24), a prisão preventiva de Matheus Gonçalves dos Santos, 33, investigado pelo feminicídio de Gleici Fátima Machado Ritter, 37. O suspeito é apontado como autor do crime e teria fugido para o Paraguai logo após o ocorrido. Ele levou consigo o filho do casal. Investigações dão conta de que o acusado fugiu para o Paraguai e, diante disso, o magistrado determinou a imediata inclusão do nome do investigado na Difusão Vermelha da Interpol.

 

Segundo os autos, a criança foi retirada do país sem documentação pessoal, permanecendo em situação de alta vulnerabilidade, além de presenciar a morte da mãe. A decisão judicial destaca a urgência de intervenção estatal para resguardar a integridade física e psicológica do menor, além de localizar o suspeito, que estaria armado.

 

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O juiz ressaltou que o investigado possui um histórico de violência doméstica contra a mesma vítima, com condenação anterior, além de responder a outra ação penal na Comarca de Cláudia. Esse cenário, segundo o magistrado, aponta para um risco concreto de reiteração criminosa.

 

Ao fundamentar o decreto prisional, o juiz afirmou que, diante da gravidade do delito, da crueldade do modo de execução e da atitude de evasão internacional, medidas cautelares diversas da prisão seriam insuficientes. A ordem judicial determina a cooperação com a Polícia Federal para que todos os trâmites internacionais necessários para a extradição ou prisão no país vizinho sejam adotados com máxima urgência.

 

O mandado de prisão já foi inserido no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). A investigação segue sob sigilo, buscando a proteção da criança e a efetiva punição do acusado pelo feminicídio. A Polícia Federal e as autoridades internacionais foram notificadas para atuar na captura de Matheus Gonçalves dos Santos.

 

O caso

Gleici foi encontrada sem vida após familiares acionarem a polícia devido ao seu não comparecimento a uma sessão de hemodiálise, marcada para a última segunda-feira (22). A ausência, considerada incomum por conta do tratamento contínuo, levou à verificação do endereço da vítima.

Na casa, os policiais encontraram a vítima sem vida e com sinais de tiro pelo corpo. O crime pode ter ocorrido no domingo (21). O sepultamento ocorreu nesta quarta-feira (24) com caixão fechado.

 

Em 2025, o suspeito chegou a ser preso em flagrante por violência doméstica, ocasião em que foram concedidas medidas protetivas à vítima, posteriormente revogadas a pedido dela. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e realiza diligências para localizar o suspeito e a criança desaparecida.

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