VENDIA ONLINE 20.02.2026 | 11h06

yuri@gazetadigital.com.br
Reprodução
O último alvo da Operação Hidra, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc) na manhã de quinta-feira (19), acabou preso nesta sexta-feira (20), em um hotel na cidade de Jericoacoara, no Ceará. Ele estava em posse de uma grande quantidade de cogumelos alucinógenos e é apontado como o fornecedor da droga vendida em Mato Grosso.
Conforme as informações divulgadas pela assessoria de imprensa, trata-se de um jovem de 19 anos. Ele foi identificado como o fornecedor de drogas dos traficantes de Cuiabá e mantinha uma loja virtual para vender as drogas pela internet.
Ação conjunta entre as Polícias Civil de Mato Grosso e do Ceará resultou na prisão do investigado. Com ele, os policiais apreenderam grande quantia de cogumelos alucinógenos, todos prontos para serem vendidos, bem como R$ 6 mil e aparelhos de celulares.
Operação Hidra
Conforme divulgou o
, a polícia cumpriu 20 ordens judiciais, sendo 10 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá. Os alvos atuavam nas cidades de Cuiabá e Brasília, onde promoviam a comercialização e distribuição de entorpecentes.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc) ao longo dos últimos meses e revelaram uma rede estruturada de fornecedores responsáveis pela venda de diferentes tipos de drogas, incluindo maconha e substâncias sintéticas. O grupo utilizava mecanismos tecnológicos e financeiros sofisticados para movimentar e ocultar as transações ilícitas.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Ronaldo Binoti Filho, a operação tem como foco cumprir as ordens judiciais e a apreensão de drogas, valores em dinheiro, aparelhos celulares e outros elementos que possam fortalecer as provas do inquérito.
O nome Hidra faz referência à criatura mitológica de múltiplas cabeças, simbolizando a estrutura fragmentada e ramificada da organização criminosa. Assim como na mitologia, em que cada cabeça cortada dava origem a outras, o grupo investigado mantinha diferentes núcleos interligados, garantindo a continuidade do tráfico mesmo diante da repressão policial.
A operação faz parte da Operação Pharus, iniciativa inserida no planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado. O nome “Pharus” remete à ideia de um farol que projeta luz constante na escuridão, representando o papel do Estado em iluminar, expor e combater as ameaças do crime organizado.
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