responsável por 42 internos 01.06.2026 | 14h31

maria.klara@gazetadigital.com.br
Reprodução
O plantonista Odiley Rodrigues Souza, investigado pela morte de Alessandro Sidinei Braga, 38, afirmou em depoimento à Polícia Civil que alterou a cena do crime para simular um suicídio. A vítima, que sofria de esquizofrenia, foi encontrada morta com uma corda enrolada no pescoço em uma clínica de reabilitação no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá, no último domingo (31).
O
teve acesso a trechos do interrogatório em que o funcionário apresenta contradições sobre o caso. Em um dos momentos, ele afirma que retirou Alessandro de uma janela após um suposto enforcamento. No entanto, segundo a investigação, a vítima nunca esteve pendurada no local.
Durante o depoimento, Odiley alegou que inventou a versão por medo.
“Eu fiquei com medo. Infelizmente fiquei com medo. Porque isso nunca aconteceu num plantão que eu tô”, afirmou ao ser questionado sobre a história apresentada inicialmente aos policiais.
O funcionário era o único responsável pelo plantão noturno da ala onde estavam internados mais de 42 pacientes. Quando a ocorrência foi registrada, ele informou que Alessandro havia cometido suicídio por enforcamento.
A versão começou a ruir após a equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificar inconsistências entre a cena encontrada e os vestígios observados no local.
Segundo a Polícia Civil, durante o interrogatório, Odiley admitiu ter montado a cena para simular o suicídio, mas negou inicialmente qualquer participação na morte da vítima ou envolvimento de outros funcionários. Contudo, conforme a investigação, ele acabou confessando o homicídio após ser confrontado com os elementos apurados.
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O crime
Alessandro estava internado para tratamento de esquizofrenia e, de acordo com a polícia, havia apresentado um surto psicótico no sábado (30), sendo necessário contê-lo.
O corpo foi encontrado por outros internos da clínica já sem sinais vitais. A Polícia Civil foi acionada inicialmente sob a informação de que se tratava de um suicídio.
As investigações também apontam que o funcionário pediu a uma testemunha que confirmasse a versão apresentada à polícia. A pessoa ouvida, entretanto, negou a narrativa.
Odiley Rodrigues Souza foi autuado pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. A Polícia Civil continua investigando o caso para apurar a dinâmica da morte e verificar se houve a participação de outras pessoas no crime.
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