‘QUEM NÃO APOIAR PODE SAIR’ 10.07.2026 | 17h13

laisa@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), justificou a exclusão de seis vereadores de um grupo no WhatsApp intitulado “Vereadores 2025 e Prefeito”, afirmando que o ambiente virtual era estritamente destinado à articulação da base aliada e que o distanciamento político desses nomes tornou o convívio estratégico inviável. Segundo o gestor, a medida foi necessária após os parlamentares optarem por seguir um novo bloco político sob a influência do deputado estadual Max Russi (Podemos) e do vereador Ilde Taques (Podemos), o que inviabilizaria o compartilhamento de ações governamentais sigilosas.
“Não é que eu exclui os vereadores, não é que eu não quero amizade. Aquele é um grupo da base. Vereadores que optaram por caminhos divergentes não estão na base. Então, assim, como que eu vou comunicar estratégias da base para um grupo de vereadores que está jogando contra a gente em algumas estratégias?”, afirmou nesta sexta-feira (10).
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Entre os parlamentares excluídos estão Alex Rodrigues (Podemos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Sargento Joelson (Podemos), Katiuscia Mantelli (Podemos), Michelly Alencar (União) e Dra. Mara (Podemos). Assim, o chefe do Executivo detalhou que a formação de uma nova composição na Câmara Municipal exige maior cautela no fluxo de informações da gestão.
“O que nós fizemos é: se nós vamos comunicar assuntos que tratam sobre a base, eu vou estar comunicando no grupo de vereadores que tratam sobre a base. Se eu estou percebendo que tem um grupo de vereadores que formou uma nova composição política, que é o grupo do Max, o grupo do Ilde, o grupo dessas novas lideranças políticas, eu não vou passar as estratégias da nossa gestão para esse grupo”, pontuou.
Questionado se os parlamentares removidos seriam agora rotulados como oposição, o prefeito preferiu adotar um tom moderado, classificando a postura de alguns como uma busca por autonomia, mas reforçando a necessidade de proteção aos interesses do Executivo.
“Não necessariamente, alguns desses vereadores optaram pela independência política, por não ser nem base em nenhuma oposição, mas ainda assim a gente tem que tomar uma certa cautela com as estratégias do poder executivo”, afirmou, concluindo que “o grupo tem a finalidade específica. São grupos de vereadores que estão apoiando a base da gestão. Aqueles também que não quiserem apoiar a base da gestão podem sair do grupo, não tem problema nenhum”, mencionando a então presidente da Câmara, Paula Calil (PL).
Entenda o racha
Essa fragmentação da base governista ocorre em um momento crítico no Legislativo cuiabano devido à judicialização da eleição da Mesa Diretora. O prefeito ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para derrubar a exigência de quórum de dois terços (18 votos) para alterações no Regimento Interno. O objetivo é permitir que o projeto de resolução de Marcus Brito Jr. (PV), que viabiliza a reeleição de Paula Calil, possa ser aprovado por maioria simples (14 votos), número que o grupo governista possui atualmente.
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