ALEGA INSANIDADE 08.10.2026 | 18h31

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Reprodução
Daniel Bennemann Frasson, acusado de matar a própria esposa com golpes de faca e ainda ter tentado matar a filha de 7 anos, foi transferido de uma clínica psiquiátrica particular para o Hospital Adauto Botelho, em Cuiabá. O local é referência para atendimento psicossocial na rede pública. O crime foi registrado em 24 de junho do ano passado e resultou na morte de Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos.
Conforme o advogado Rodrigo Pouso, que representa a família no processo e atua como assistente de acusação, contou nas redes sociais que a transferência ocorreu depois que foi aberta uma vaga na unidade pública.
“Diante dessa repercussão, bem como da manifestação do assistente de acusação e do parecer ministerial, juntamos os vídeos pedindo nova perícia e trazendo a realidade fática. O Ministério Público também entendeu que é necessária uma análise melhor do vídeo. O juízo, de imediato, mandou encaminhar o Daniel para o Adauto Botelho, que é um lugar público onde fica essa internação dessas pessoas com problemas mentais”, explicou o advogado em postagem no Instagram.
“Então ele não está mais na clínica particular, porque a clínica particular era [alternativa] na ausência de vaga no Adauto Botelho. Como tem vaga lá, é lá que ele tem que aguardar por enquanto”, acrescentou.
Na postagem, o advogado questionou a versão do acusado, que alega não estar em posse das suas faculdades mentais e, por isso, é inimputável. Isso significa que Daniel alega que não pode ser responsabilizado pelo crime que cometeu.
“Vamos provar que ele não é inimputável. Então ele vai estar lá agora no Adauto Botelho, é uma caminhada nesse processo no qual o assistente de acusação, bem como o Ministério Público, vão provar, vão mostrar que ele não é inimputável, que ele merece ter uma reprimenda do código penal pelo crime de feminicídio”, concluiu.
Vídeo publicado por Rodrigo Pouso no mês passado mostra a movimentação dentro da casa no momento do crime. Em uma das imagens, é possível ver Daniel coberto com o sangue da esposa caminhando pela casa.
Relembre o crime
Nas primeiras horas da manhã de 24 de junho de 2025, a Guarda Municipal de Lucas do Rio Verde foi acionada após denúncia de que duas pessoas haviam sido esfaqueadas em uma residência. As primeiras informações davam conta de uma mulher e uma criança feridas.
No local, os guardas municipais encontraram a irmã de Daniel, que contou que ele havia cometido o crime. Dentro da residência, eles encontraram o acusado sentado, com sangramento no tórax, perto do coração.
Mais adiante, no final do corredor, estava o corpo de Gleici, na cama, sem sinais vitais. A vítima tinha pelo menos seis perfurações. Daniel foi atendido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para uma unidade de saúde da região. No caminho, ele confessou o crime e disse que havia atentado contra a própria vida.
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