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CRIME AMBIENTAL 04.12.2019 | 07h02

Madeireiros e indígenas são presos em operação da Polícia Federal no interior

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Divulgação/PF

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Indígenas e madeireiros são alvos da Operação Ybyrá, deflagrada na manhã desta quarta-feira (4) pela Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa responsável pela prática de crimes ambientais na área da reserva indígena Sararé, localizada no município de Conquista D’Oeste (571 km ao Oeste de Cuiabá).

 

Ao todo, 25 ordens judiciais estão sendo cumpridas por 65 policiais, sendo que 12 são mandados de prisão e 13 de busca em apreensão, nas cidades de Nova Lacerda e Conquista D’Oeste. Uma grande propriedade rural está sendo apreendida judicialmente por ter comprado madeira vinda da reserva indígena. 

 

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Segundo apurado nas investigações, lideranças indígenas estão participando da organização criminosa, uma vez que permitiam que outros membros do grupo entrassem na área para extrair aroeira de forma ilegal em troca de pagamentos periódicos ou outros benefícios. 

 

Polícia Federal informou ainda que começou a investigar o caso em 2017, após a prisão em flagrante em uma ação de fiscalização na terra indígena. Tais fiscalizações visavam coibir a prática de crimes ambientais no interior das reservas e são coordenadas pela FUNAI, contando com o apoio do IBAMA e de forças policiais. 

 

O foco da exploração ambiental investigada na operação foi à extração da aroeira, espécie que tem o corte proibido em floresta primária desde 1991 por uma portaria normativa expedida pelo IBAMA. 

 

Os presos estão sendo conduzidos para a Delegacia de Polícia Federal em Cáceres onde serão ouvidos e encaminhados à cadeia local permanecendo à disposição da Justiça. 

 

No período da investigação foi realizada uma das apreensões foram apreendidas mais de 1200 lascas de aroeira avaliadas em mais de 50 mil reais.

 

A operação visa também identificar outras pessoas responsáveis pela aquisição da aroeira, as quais  serão indiciadas pelo crime ambiental e pela organização criminosa, bem como os imóveis serão apreendidos para ressarcimento ambiental. O nome da Operação faz menção ao significado das palavras “árvore, tronco, madeira” no dialeto tupi. (Com informações da assessoria de imprensa)

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