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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA 16.11.2019 | 09h39

Médico já foi denunciado 6 vezes por mulheres em 2019

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Reprodução

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Seis denúncias de crimes de lesão corporal, ameaça, difamação e perturbação foram registradas contra o médico Emilson Miranda Júnior, preso na última terça-feira (12), após determinação da 1ª Vara da Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá. Todas as vítimas são mulheres.

 

O caso mais recente foi registrado no começo do mês. Uma jovem pediu medidas protetivas contra o médico, quem conhecia há 1 mês e se relacionou apenas duas vezes. 

 

A vítima relatou que começou perceber atitudes estranhas, grosseiras e, por isso, decidiu se afastar. No entanto, ele não aceitava a situação. 

 

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Teria ligado inúmeras vezes para a mulher, dizendo que era “dono” dela e ainda ameaçou divulgar vídeo íntimo dos dois em redes sociais. Ela afirma ainda que as imagens foram gravadas sem a sua permissão. 

 

Em julho, outra vítima registrou que estava em casa com o agressor, quando ele pegou o celular dela e começou a mexer. Ao ver algo que não gostou, jogou o aparelho dentro da piscina e começou a ter um ataque de fúria.

 

Ela relatou ainda que, em seguida, ele começou a fazer perguntas e a cada resposta, ele ficava mais agressivo, partindo para agressões físicas e verbais. No ato, enforcou a mulher, deixando um hematoma em seu pescoço.

 

Para piorar, teria usado uma faca para fazer ameaças contra ela e a filha. Quando denunciou o médico, também pediu medidas protetivas para a família.

 

Prisão

Apesar de jovem, o médico já tem largo histórico de violência contra mulheres. Em 2017 foi acusado de agredir a namorada, uma professora de educação física. Pagou finança e ficou livre.

 

Na época, ela denunciou que era a terceira agressão sofrida e que vinha sendo obrigada a retirar os boletins de ocorrência. Em fevereiro deste ano, Emilson ficou 40 dias na cadeia após agredir outra namorada. 

 

No dia do fato, ele deu socos, tapas e puxões de cabelo na vítima, fazendo ameaças de morte contra ela, a filha e a amiga. A reportagem do entrou em contato com a possível defesa do agressor, mas não obteve retorno.

 

Outro lado 

procurou a defesa do médico, que não foi encontrada, mas continua à disposição. 

 

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