NA FRENTE DO FILHO 24.08.2026 | 08h13

redacao@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
Eliene Luzanira da Silva, 38, assassinada a golpes de faca pelo companheiro, não tinha medida protetiva contra o suspeito, Elessandro Riguer Bispo, 35, que está foragido. O feminicídio ocorreu na manhã do último sábado (22), em Nova Bandeirantes (1.028 km ao norte de Cuiabá).
O caso levou o Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher de Mato Grosso a reforçar o alerta para que mulheres procurem ajuda do Estado ainda nos primeiros sinais de violência doméstica.
Eliene era responsável por uma criança de 7 anos e também cuidava do pai, que tem mais de 70 anos.
A delegada e secretária do Gabinete da Mulher, Mariell Antonini, destacou que buscar ajuda desde o início permite que os órgãos públicos tenham conhecimento da situação e adotem mecanismos de proteção antes que a violência evolua para casos mais graves.
“A mulher não está sozinha. É muito importante buscar ajuda do Estado nos primeiros sinais de violência. Temos instrumentos para proteger essa vítima e ajudá-la a romper o ciclo. O isolamento não é a melhor saída. Procure a Polícia Civil, peça uma medida protetiva e permita que a rede de proteção possa atuar”, afirmou.
Atualmente, Mato Grosso conta com 11 unidades especializadas no atendimento às mulheres, sendo nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e duas unidades com atendimento 24 horas, em Cuiabá e Várzea Grande. Outros 29 municípios possuem delegacias com núcleos especializados de atendimento.
A Patrulha Maria da Penha está presente em 87 municípios e possui cobertura para os 142 municípios do Estado. Mulheres que possuem medidas protetivas também podem contar, conforme cada caso, com recursos como o Botão do Pânico e o monitoramento eletrônico do agressor por meio de tornozeleira.
O Estado também oferece auxílio-moradia de R$ 600 mensais para mulheres em situação de violência doméstica que estejam em condição de vulnerabilidade.
O caso
Conforme o registro da ocorrência, por volta das 6h30, a criança chegou à casa de um vizinho e relatou que o pai havia matado a mãe. O menino também indicou o local onde o crime teria ocorrido.
O vizinho acionou a polícia. Ao chegarem à residência, os militares encontraram Eliene caída no chão da cozinha, coberta de sangue. O registro aponta que a vítima apresentava vários ferimentos provocados por golpes de faca.
Uma faca ensanguentada foi localizada na pia, próxima ao corpo. A residência foi isolada até a chegada das equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizaram os procedimentos necessários para a coleta de evidências e início das investigações.
Após o crime, policiais fizeram buscas pela região na tentativa de localizar Elessandro, apontado como suspeito do feminicídio. Até o momento, porém, ele não foi encontrado. A Polícia Civil mantém diligências para localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias do crime.
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