EXAME DE DNA 13.02.2026 | 09h40

redacao@gazetadigital.com.br
Divulgação
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso confirmou, por meio de exame de DNA, que houve conjunção carnal entre um investigador da Polícia Civil, Manoel Batista da Silva e uma mulher que estava sob custódia na Delegacia de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá). O resultado pericial aponta o servidor público como autor do crime de violência sexual.
A confirmação foi obtida após a conclusão de dois exames que se complementaram. O primeiro foi realizado pela Politec de Sorriso e o segundo, pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense de Cuiabá. O laudo final identificou o DNA do agressor em material biológico coletado da vítima.
O diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, explicou que o primeiro exame foi realizado 3 dias após os fatos e, na ocasião, não foram encontrados sinais externos visíveis que caracterizassem o crime. A reportagem do
chegou a divulgar o resultado que dizia “Não apresenta vestígios periciais que evidenciem conjunção carnal recente, tampouco lesões externas ou genitais compatíveis com qualquer tipo de violência sexual”.
Porém, em novo exame, com base no material biológico coletado na vítima e do DNA do agressor, a resposta foi outra. “Com as amostras coletadas da vítima e posteriormente analisadas em laboratório, foram confirmadas a ocorrência do crime através da presença do DNA do agressor. A Medicina Legal considera os resultados dessas análises e, somente após essa complementação, encerra as investigações periciais”, explicou o diretor.
Jaime Trevizan reforçou que a atuação da Politec é estritamente técnica e imparcial. “A instituição reitera seu compromisso com a verdade técnica, com a proteção da vítima e com a responsabilidade institucional, alertando para a importância de que documentos periciais sejam interpretados em seu contexto integral”, concluiu.
Caso
As investigações sobre o caso iniciaram na primeira quinzena de dezembro de 2025, quando a Delegacia de Sorriso recebeu requisição do Ministério Público, noticiando que uma mulher teria sido abusada sexualmente no interior da unidade policial por um investigador de polícia, enquanto estava presa.
A mulher vítima de estupro foi presa por envolvimento em um homicídio em Sorriso. No decorrer das investigações, a Delegacia de Sorriso representou pela revogação da prisão temporária, para que a investigada respondesse em liberdade até a conclusão do inquérito, que segue em andamento na unidade policial para apurar o respectivo homicídio.
A suspeita teve outro mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de tortura e organização criminosa. Ela encontra-se foragida.
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