ALVO DE CPI POR MORTE 26.05.2026 | 08h23

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Silêncio Comprado, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.
Ao todo, foram cumpridas 20 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático. As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Tangará da Serra.
As ações ocorreram nos municípios de Campo Novo do Parecis, Arenápolis e também nas cidades de Barueri e Cotia, no estado de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o objetivo é reunir provas, identificar a extensão das irregularidades investigadas e garantir a preservação de recursos públicos.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suspeitas de tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para investigar possíveis irregularidades na administração do Hospital Municipal Euclides Horst.
Investigação
A CPI foi criada após a repercussão da morte de uma jovem gestante de Campo Novo do Parecis, que teria apresentado complicações durante um parto cesáreo. A paciente foi transferida para Cuiabá, mas não resistiu.
O caso gerou questionamentos de familiares e moradores sobre a estrutura do hospital, a qualidade dos atendimentos, a gestão de profissionais e a regularidade dos contratos firmados para administração da unidade de saúde.
Conforme a Deccor, as investigações começaram após denúncia encaminhada pelo Ministério Público, apontando suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI.
Os policiais também apuram indícios de pagamentos por serviços supostamente não executados, emissão de notas fiscais falsas, movimentações irregulares de recursos públicos e possível desvio de dinheiro ligado à gestão hospitalar.
Segundo a Polícia Civil, há indícios da prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, além de outros delitos que ainda podem ser identificados no decorrer das investigações.
A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), Delegacia de Arenápolis, Delegacia de Campo Novo do Parecis e da Polícia Civil de São Paulo.
O nome “Silêncio Comprado” faz referência à suspeita de tentativa de compra de apoio ou interferência nos trabalhos da CPI, fato que motivou a investigação.
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