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Cuiabá, Quarta-feira 02/09/2026

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BLOQUEIO DE R$ 300 MIL 02.09.2026 | 07h02

Operação mira criminosos de SP suspeitos de furtos em prédios de luxo em Cuiabá

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Divulgação/PJC

Divulgação/PJC

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (2), a Operação Sacrilegium, contra um grupo criminoso de São Paulo investigado por furtos em edifícios residenciais de alto padrão em Cuiabá. Ao todo, são cumpridas 20 ordens judiciais.

A operação conta com 12 mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de internação de adolescente, três de quebra de sigilo bancário e três ordens de bloqueio de valores de até R$ 300 mil. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.

 

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, a partir de dois inquéritos que apuram furtos distintos registrados na Capital, com prejuízos considerados elevados.

 

Segundo a investigação, os suspeitos saíam de São Paulo de carro e viajavam até Cuiabá com o objetivo de identificar edifícios residenciais e possíveis vítimas. Depois de levantar informações sobre os moradores e definir os alvos, o grupo executava os furtos e retornava ao estado de origem.

 

Os crimes investigados ocorreram nos dias 13 de abril e 19 de setembro de 2025. Embora os casos sejam distintos, a investigação apontou que os envolvidos faziam parte do mesmo grupo criminoso e participaram das duas ações.

 

Grupo agia de forma coordenada

Durante as apurações, a Polícia Civil identificou o modo de atuação dos suspeitos. Eles escolhiam os prédios, monitoravam os moradores e reuniam informações sobre as vítimas antes de entrar nos imóveis.

 

A divisão de tarefas e o planejamento prévio permitiam que os crimes fossem executados de forma coordenada. Após os furtos, os investigados deixavam Cuiabá e retornavam para São Paulo, numa tentativa de dificultar a identificação e a atuação das forças de segurança de Mato Grosso.

 

Com os elementos reunidos durante a investigação, a Derf representou pela expedição das ordens judiciais, posteriormente deferidas pela Justiça.

 

As buscas realizadas nesta quarta-feira têm como objetivo localizar objetos furtados, aparelhos eletrônicos, documentos, dinheiro e outros elementos que possam auxiliar no esclarecimento dos crimes, além de identificar possíveis novos integrantes do grupo e descobrir o destino dos bens subtraídos.

 

Os valores bloqueados ficarão à disposição da Justiça e poderão ser utilizados, após o cumprimento das medidas legais, para garantir a reparação dos prejuízos provocados pelos crimes investigados.

 

Nome da operação

O nome Sacrilegium vem do latim e significa a violação daquilo que é considerado sagrado. A denominação faz referência à invasão das residências das vítimas, consideradas espaços protegidos constitucionalmente e ligados à intimidade, segurança e vida privada. Segundo a investigação, os imóveis foram invadidos após ações planejadas e executadas pelo grupo com divisão de tarefas.

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