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Cuiabá, Quinta-feira 09/07/2026

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33 ORDENS JUDICIAIS 09.07.2026 | 09h54

Operação mira facção criminosa em MT e prende 7 suspeitos por tráfico de drogas

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Reprodução

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a Operação Baba Yaga para desarticular uma facção criminosa que atuava de forma estruturada em Campos de Júlio (553 km de Cuiabá). Ao todo, foram cumpridos 33 mandados judiciais nos municípios de Campos de Júlio, Comodoro e Cuiabá. Durante a ação, sete pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas.

 

Além das prisões, os policiais apreenderam diversas porções de entorpecentes. A investigação é conduzida pela Delegacia de Campos de Júlio e teve início em setembro de 2024. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, do Polo de Cáceres.

 

Segundo a Polícia Civil, a operação teve como foco atingir a estrutura da organização criminosa, incluindo lideranças, integrantes do setor disciplinar, responsáveis pelo financeiro, gerentes do tráfico, operadores logísticos e pessoas encarregadas da comercialização de drogas.

 

A decisão judicial também autorizou buscas e apreensões de caráter itinerante, que não se restringem aos endereços inicialmente indicados nos mandados, além da quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos apreendidos.

 

As investigações apontaram que a facção estava instalada de forma permanente em Campos de Júlio, onde controlava o tráfico de drogas, impunha regras internas aos integrantes, aplicava punições violentas e monitorava a movimentação das forças de segurança para dificultar ações policiais.

 

Conforme a Polícia Civil, o grupo utilizava diferentes estratégias para ocultar suas atividades, como a criação de grupos em aplicativos de mensagens com nomes de supermercados, escolas, lojas e outros estabelecimentos comerciais da cidade. Os integrantes também trocavam frequentemente apelidos, perfis e nomes de usuário, apagavam conversas e compartilhavam, em tempo real, informações sobre o deslocamento de viaturas.

 

As apurações revelaram ainda que os membros da organização eram obrigados a seguir um estatuto interno, cumprir determinações da liderança e realizar contribuições financeiras periódicas para a facção.

 

Durante a investigação, os policiais identificaram conversas relacionadas ao planejamento de homicídios, ocultação de cadáveres, sessões de tortura e autorizações para execuções determinadas pela cúpula da organização criminosa.

 

Também foram encontrados indícios de recrutamento de adolescentes para o tráfico de drogas, utilização de estabelecimentos comerciais para ocultar a origem de dinheiro obtido com atividades ilícitas e monitoramento constante das ações policiais.

 

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da facção no estado.

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