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DEU EM A GAZETA 09.07.2026 | 06h52

10 barragens de Mato Grosso apresentam categoria de risco

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Cristiane Guerreiro

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Em Mato Grosso, 10 barragens apresentam Categoria de Risco (CRI) alto ou com evidência de comprometimento da estrutura. Outras 84 estão classificadas como Dano Potencial Associado (DPA) alto ou médio e, entre elas, apenas uma atende o critério padronizado.

 

O Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), aponta ainda que das 658 barragens cadastradas na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), 48, ou 7%, não foram verificadas quanto ao enquadramento na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Das 10 com CRI alto, a maioria (7) fica no município de Nossa Senhora do Livramento. São elas: Bacia de Rejeitos, Santa Maria, Barragem do Serginho, Jaburu, Neta, BR02 e Barragem Manah. Em Poconé, são duas: Bacia de Rejeitos São Bento e Isa. Todas têm como uso principal a contenção de rejeitos de mineração. A única destinada à produção de energia é a Usina Hidrelétrica de Colíder.

 

A categorização da classificação de CRI alto leva em conta fatores como características técnicas da estrutura, estado de conservação e cumprimento das exigências relacionadas ao Plano de Segurança de Barragem, incluindo documentação obrigatória e demais requisitos normativos. O descumprimento de determinadas obrigações regulatórias pode resultar na categoria de CRI alta, mesmo sem comprometimento estrutural.

 

Entre as barragens com CRI alto, a Neta é a única embargada e enquadrada na condição de barragem abandonada. Essa condição é definida pela omissão do empreendedor no cumprimento das exigências de fiscalização e das obrigações previstas nas normas por período superior a seis meses. Segundo o coordenador da Defesa Civil de Nossa Senhora do Livramento, Heládio Mendes de Campos, essa barragem fica localizada a cerca de 30 quilômetros do perímetro urbano do município e, em maio de 2025, foi informado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) sobre o rompimento parcial de um talude, que resultou na propagação de material por aproximadamente 200 metros a jusante.

 

“Depois do fato, constatamos que houve o reforço do talude”. Ele destaca que, em caso de rompimento total da barragem, o principal prejuízo esperado é ambiental, pois não há residências nas proximidades. Em fevereiro deste ano, a Usina Hidrelétrica de Colíder, que estava em estado de emergência após apresentar falhas em drenos e chegou a ter o reservatório rebaixado, voltou ao estado de atenção.

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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