EM CAMPO NOVO 17.03.2026 | 07h09

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Joio para desarticular um grupo criminoso suspeito de furtar mais de R$ 1,1 milhão em cargas de soja de uma fazenda em Campo Novo do Parecis (396 km ao noroeste de Cuiabá).
Ao todo, são cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão, além de 12 sequestros de veículos, bloqueios de contas bancárias e quebras de sigilo telemático. As ordens judiciais são executadas em Barra do Bugres, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Tangará da Serra, Guarantã do Norte e Diamantino.
As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) apontam que o grupo esteve envolvido em pelo menos 14 carregamentos irregulares, que resultaram no desvio de cerca de 701 toneladas de soja.
Os crimes ocorreram entre os dias 2 e 9 de maio de 2025, causando prejuízo estimado em R$ 1,1 milhão à empresa vítima.
Esquema
Segundo a Polícia Civil, o esquema era estruturado e contava com a participação de funcionários da fazenda, balanceiros e motoristas.
Caminhões entravam na propriedade com ordens de carregamento falsificadas, sem conferência documental e sem a classificação obrigatória da carga. Após o carregamento irregular, os veículos saíam transportando a soja desviada para destinos desconhecidos.
Ainda conforme a investigação, integrantes responsáveis pelo controle de acesso e pela classificação dos grãos recebiam vantagens indevidas para permitir a saída dos caminhões sem os procedimentos exigidos.
Os pagamentos eram feitos por meio de transferências bancárias, muitas vezes utilizando contas de terceiros, numa tentativa de ocultar a origem ilícita dos valores.
Diante das provas reunidas, o delegado Mário Santiago representou pelas medidas judiciais para aprofundar as investigações, interromper a atuação do grupo e buscar o ressarcimento dos prejuízos.
Nome da operação
O nome “Joio” faz referência à separação entre o que é legítimo e o que é fraudulento dentro da cadeia produtiva, simbolizando a identificação e retirada dos envolvidos no esquema criminoso.
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