MISSIONÁRIOS DO CV 15.09.2026 | 18h00

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A pastora Orminda Carlos de Barcelos Almeida, investigada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), era chamada de “mãe” por presos e também participava da intermediação de armas para venda. Ela é apontada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) como integrante do núcleo familiar investigado por lavagem de dinheiro e ligação com a organização criminosa.
Conforme a denúncia, três cartas enviadas por presos identificados como Júlio, Júnior e Escobar chamavam Orminda de “mãe” e faziam pedidos para que ela guardasse valores e levasse itens para dentro da unidade prisional. De acordo com o documento, ela mantinha contato com integrantes da facção, presos e soltos.
Durante as investigações do Gaeco, foram encontradas imagens de Orminda com armas de fogo vinculadas à organização criminosa. Em uma conversa com uma das filhas, ela teria informado que iria ao sítio da família buscar uma arma para posterior comercialização.
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O diálogo citado na denúncia ocorreu em 5 de novembro de 2024. Segundo o MP, Orminda informou à filha Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida que as duas estavam indo ao sítio da família para pegar uma arma de fogo para venda.
O órgão aponta que a conversa revela uma das condutas criminosas atribuídas a Orminda e ao marido, Nivaldo de Almeida, que morreu em 5 de setembro de 2026.
A denúncia também aponta que Orminda atuava como intermediária entre integrantes da facção presos e aqueles que estavam soltos ou foragidos. Conforme o documento, ela e a filha Rhavenna utilizavam o grupo de evangelização “Resgatando Vidas” para ter acesso a detentos de diferentes raios da Penitenciária Central do Estado (PCE).
Além disso, o Ministério Público afirma que Orminda participou da movimentação de valores que seriam provenientes de atividades ilícitas. A investigação aponta transferências para Rhavenna e afirma que parte do dinheiro recebido pela família teria origem em integrantes da organização criminosa.
A denúncia contra Orminda foi apresentada à 7ª Vara Criminal de Cuiabá, em 11 de setembro. Além de Orminda e da filha Rhavenna também são alvos da acusação Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velho”, “Velhote” e “Chapa”, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi.
Segundo o Gaeco, Rhavenna, Renildo e Orminda teriam integrado um dos núcleos do Comando Vermelho entre janeiro de 2024 e julho de 2026. Os outros três denunciados são acusados de participar de um esquema de movimentação e ocultação de valores supostamente provenientes de atividades criminosas.
Participação dos familiares
Rhuan Barcelos da Conceição é apontado como responsável por guardar dinheiro em espécie e orientar a distribuição dos valores entre contas bancárias. Em diálogos, ele teria tratado de quantias de R$ 7 mil e R$ 10 mil, além de demonstrar preocupação com a possibilidade de movimentações financeiras provocarem investigações.
Anatany, conhecida como “Taninha”, é acusada de realizar depósitos nas contas indicadas pelos familiares e de controlar os limites de movimentação. Segundo o Gaeco, a função dela em uma lotérica teria facilitado os depósitos e a transferência dos valores.
Já Lo Rhuama, chamada de “Lolo”, é acusada de receber e movimentar dinheiro, além de se beneficiar de valores e bens supostamente enviados por integrantes da facção. A denúncia cita pedidos de dinheiro, de um aparelho celular e até de um telhado novo para a residência dela.
Ao final, o Ministério Público denunciou Rhavenna, Renildo e Orminda pelos crimes de integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Rhuan, Anatany e Lo Rhuama foram denunciados por lavagem de dinheiro.
Quanto a Nivaldo de Almeida, pai de Rhavenna, citado na investigação, o órgão afirmou que não houve denúncia em razão da morte dele, ocorrida em 5 de setembro de 2026.
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