'limpa a mando de facção' 09.11.2021 | 18h39

vitoria@gazetadigital.com.br
Assessoria/PJC
A Polícia Civil prendeu na última segunda-feira (30), mais um suspeito envolvido na morte e ocultação de cadáver de Pedro Paulo Pereira da Silva, de 31 anos, encontrado morto no dia 15 de abril, no bairro Jardim Humaitá, em Cuiabá.
Inicialmente, Pedro Paulo não tinha sido identificado. Seu corpo foi localizado em uma rua não pavimentada no Jardim Humaitá, parcialmente carbonizado e enrolado em um cobertor. A vítima apresentava diversas lesões na cabeça.
De acordo com o delegado Caio Fernando Albuquerque a apuração levantou ainda que a vítima foi morta em uma residência no bairro Jardim Presidente 2 e o corpo desovado no Jardim Humaitá. Informações coletadas no curso da investigação apontam que foram ouvidos gemidos e gritos de agonia vindos da residência, assim como vozes de duas pessoas no local.
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Com a identificação da residência, foram realizadas perícias que indicaram que o local foi lavado, no intuito de apagar os vestígios de sangue da vítima que foram encontrados em diversos pontos da casa, além de objetos. Após a execução do crime, os dois suspeitos não foram mais vistos na região.
Durante as diligências, os investigadores identificaram também uma camionete que teria sido usada para transportar a vítima da casa onde foi morta até o lugar onde o local em que o corpo foi desovado. Em depoimento, o proprietário do veículo declarou que emprestou a camionete, uma S10, a um dos suspeitos do crime, que a devolveu lavada.
As informações reunidas no inquérito indicaram que o crime foi cometido porque, supostamente, a vítima teria cometido crimes no bairro onde residia e, assim, teve a morte 'decretada' por integrantes de uma facção criminosa em um 'tribunal do crime'. Pedro Paulo sofreu diversos espancamentos. Supostamente a mando do Comando Vermelho.
“A vítima foi agredida, seguramente, por mais de um executor, o que se evidencia pela quantidade de lesões e decidiu-se pela morte de Pedro Paulo como forma de punição por seus comportamentos, notadamente por supostos danos causados a moradores”, explicou o delegado Caio Fernando, acrescentando que o comparsa do investigado preso na segunda-feira também teve a prisão decretada e está foragido.
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