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paciente vegetativo 31.03.2026 | 15h48

Família denuncia caos em hospital e acusa médico de omissão após causar acidente

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Helena Werneck - Especial para o GD

redacao@gazetadigital

Acervo Pessoal

Acervo Pessoal

Um grave acidente de trânsito, registrado no dia 22 de janeiro de 2026, no bairro Zé Sobrinho, em Rondonópolis (MT), ganhou novos desdobramentos após familiares da vítima denunciarem descasos no atendimento e a ausência de investigação formal do caso. Um médico é o principal suspeito por causar a batida.

 

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Civil, o acidente envolveu um carro e uma bicicleta. A vítima, identificada como Silvano Marcio da Silva, 53, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Regional. Conforme o registro, ele apresentava quadro grave, com suspeita de traumatismo craniano, sendo posteriormente confirmada a gravidade das lesões.

 

O condutor do veículo, identificado como o médico Jahmmeson Borges da Silva, 39, realizou o teste do etilômetro, que apontou resultado negativo para ingestão de álcool. A perícia técnica foi acionada e os devidos exames realizados. Ele foi encaminhado à Delegacia de Trânsito de Rondonópolis.

 

No entanto, familiares contestam a dinâmica do acidente. Segundo relato, imagens mostram que o motorista  não teria aguardado a passagem do ciclista, provocando a batida. Além disso, afirma que ele não prestou o socorro imediato, sendo  capacitado para isso. O condutor acionou o Samu, que demorou cerca de 15 minutos para chegar ao endereço.  

 

Segundo o código de ética médica, todo profissional tem o dever moral e legal de não se omitir e prestar o socorro imediato, antes mesmo de acionar o Samu. O ato de não tentar salvar a vida imediatamente pode agravar a omissão e ser feita a abertura de processo no Conselho regional de Medicina (CRM), questionando a integridade do profissional.

 

Após o acidente, Silvano permaneceu internado em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional e, posteriormente, foi transferido para o Hospital Municipal, sem comunicação prévia à família. Conforme denúncia, a unidade hospitalar se encontra em condições precárias e sem estrutura para receber pacientes em estado grave, além disso, o médico condutor Jahmmeson também estava trabalhando nesse mesmo hospital, embora em uma ala diferente de onde a vítima estava internada, o que trouxe muito receio a família do paciente.

Acervo Pessoal/Montagem

hospital municipal de rondonopolis precario

 

 

Atualmente, a vítima está em estado vegetativo, com sequelas neurológicas severas e dependente de cuidados permanentes. Sem condições financeiras, os parentes afirmam que tem recorrido a doações para custear assistência, incluindo cuidadoras, já que o paciente necessita de acompanhamento integral.

 

A situação se agrava, segundo os denunciantes, pela ausência de medidas investigativas. Até a família não teve acesso ao laudo percial da Politec e o acidente segue sem investigação por parte da Polícia Civil.

 

Diante da gravidade do caso, a família cobra providências das autoridades, incluindo a abertura de investigação para apurar possíveis responsabilidades, além de celeridade na liberação de atendimento domiciliar especializado (Home Care), essencial para a continuidade do tratamento.

 

O outro lado 

Ao ser questionada sobre as queixas da família sobre precaridade do hospital e tratamento na mesma unidade em que o suspeito trabalha, a Secretaria Municipal de Saúde encaminhou a seguinte nota:

 

"O paciente em questão deu entrada no Hospital Municipal, encaminhado do Hospital Regional de Rondonópolis, após esgotados todos os atendimentos possíveis na unidade estadual. No Município, ele seguirá em cuidados até a liberação de home care (de responsabilidade do Estado).

 

Com relação ao profissional médico, o mesmo estava de plantão na unidade municipal no dia em que o paciente citado deu entrada. Ao tomar conhecimento da situação, a direção removeu imediatamente o profissional dos atendimentos na unidade. Portanto, o profissional não está cuidando do paciente citado.

 

Com relação às condições estruturais da unidade, o hospital foi recebido pela atual gestão em situação de total sucateamento, sendo que melhorias já foram e estão sendo realizadas para garantir melhor atendimento aos pacientes e acompanhantes."

 

A Polícia Civil, por sua vez, emitiu nota afirmando que as primeiras diligências já foram realizadas e aguardam a representação da vítima para dar continuidade as investigações:

 

"Foi instaurado procedimento de verificação preliminar, no qual já foram realizadas diligências no local dos fatos, bem como a coleta de imagens para subsidiar a apuração.

 

O caso segue em andamento, aguardando a manifestação da vítima ou de seus familiares junto à unidade policial. Ressalta-se que, em situações de lesão corporal culposa (sem intenção) decorrente de acidente de trânsito, a persecução penal depende de representação da vítima, conforme previsto no art. 88 da Lei nº 9.099/95 e no art. 291 do Código de Trânsito Brasileiro.

 

A vítima possui o prazo de até 6 meses, a contar da identificação do autor, para formalizar a representação e possibilitar o prosseguimento das medidas legais cabíveis".

 

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