Secretários afastados 03.08.2021 | 16h57

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Gazeta Digital
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), reiterou que é o "maior interessado" na elucidação da Operação Curare que revelou um novo escândalo envolvendo a Secretaria Municipal de Saúde, mas afirmou que "investigação não quer dizer culpa".
A fala do gestor foi concedida à imprensa, na manhã desta terça-feira (3), durante evento de entrega da nova frota de ônibus da Capital. Na ocasião, o prefeito foi confrontado a respeito da investigação, que provocou a exoneração de dois secretários.
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Emanuel destacou novamente seu interesse na resolução do caso, que acrescenta um novo capítulo às sucessivas crises da gestão. Conforme noticiado pela reportagem, a saída dos agora ex-secretários de Saúde e Gestão, Célio Rodrigues e Alexandre Beloto respectivamente, contabiliza 7 exonerações da SMS na gestão Pinheiro.
"Investigação não quer dizer culpa. Tem que ter investigação. Se houver responsabilidade, que os responsáveis sejam identificados dentro do devido processo legal e paguem no rigor da lei", disparou o prefeito.
Contudo, diferentemente das críticas feitas após as operações anteriores, deflagradas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), o prefeito disse confiar no trabalho da Polícia Federal assim como da Justiça Federal - que estão à frente da Operação Curare.
"A Polícia Federal está acima de qualquer suspeita, a Justiça Federal acima de qualquer suspeita. E tem todo meu apoio para ajudar a elucidar os fatos que diferentemente do que colocaram. Desvios de R$ 100 milhões, depois baixou para R$ 45 milhões. Não tem desvio algum. Tanto o inquérito quanto a decisão judicial elencam indícios fortes de uma formação de cartel, direcionamento de licitação", apontou Emanuel.
Operação Curare
A operação foi deflagrada na sexta-feira (30) para desarticular uma suposta organização criminosa que atuava para fraudar contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos a título de indenização sem processo licitatório.
Os serviços prestados ocorriam na Saúde do município de Cuiabá, especialmente no gerenciamento de leitos de terapia intensiva para o tratamento de pacientes infectados pela covid-19.
Segundo a Polícia Federal, as contratações emergenciais e pagamentos indenizatórios são relativos aos mais variados serviços, como: plantões médicos, disponibilização de profissionais de saúde, sobreaviso de especialidades médica, comodato de equipamento de diagnóstico por imagem, transporte de paciente e outros.
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