MINISTROS ‘LOW PROFILE’ 16.09.2026 | 09h11

laisa@gazetadigital.com.br
Otmar de Oliveira/ GD
O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deveria autorizar a investigação do ministro Alexandre de Moraes por conta de sua conduta no caso que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o candidato, a população já não aguenta mais essa “novela mexicana” e está se perdendo dos símbolos nacionais por conta de intrigas protagonizadas pelo Judiciário.
“Vamos aguardar, amanhã vai ser um dia importante, deverá ter mais audiência a essa sessão do STF do que tiveram os jogos da Seleção Brasileira. Aliás, hoje no Brasil, que era conhecido como país do futebol, se perguntar para os brasileiros o nome de três jogadores da seleção, é provável que a maioria não saiba. Agora, o nome dos ministros do STF, muita gente sabe. Isso mostra que tem algo de muito errado acontecendo nesse país”, ironizou em coletiva na segunda-feira (14).
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Quando questionado sobre uma possível rejeição do STF em prosseguir com as investigações, Mendes afirmou que é preciso “colocar um ponto final nessas grandes confusões do nosso país” e que seria um “absurdo” caso não dessem continuidade.
“As evidências daquilo que foram tornadas públicas há poucos dias mostram que tem que começar, imediatamente, dentro do próprio STF ou do Senado, uma investigação com profundidade”, afirmou.
Ainda, ao debochar da extrema divulgação das atividades do Tribunal, o ex-gestor disse que a “Suprema Corte não pode ficar sendo o centro das atenções dos debates em um país que seja minimamente civilizado”.
“Isso, no final do dia, não enche a barriga de ninguém, não paga a dívida pública, não faz baixar os juros. O Supremo tem que se colocar no seu lugar, tem que ter uma atitude mais low profile, ou seja, mais discreta, não tem que estar na mídia toda hora. É assim que funciona no mundo inteiro. Por que no Brasil tem que ser diferente?”, questionou.
Além disso, cobrou uma postura firme dos representantes do Senado, afirmando que muitos candidatos estariam usando essa situação como cabide para se elegerem e depois “afinarem”.
“Isso está criando um show de horrores e isso não é bom para o Brasil. E eu acho que o Senado tem que tomar uma atitude. Agora, a atitude se toma na prática, de verdade. Porque tem muita gente que diz que é corajosa na hora de tentar ganhar um voto, na hora de mostrar resultado. Já vi muita gente afinando aí no Brasil inteiro”, concluiu.
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