ALIADO DE ALLAN PORTO 16.09.2026 | 07h05

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Fred Moraes/ GD
O vereador por Cuiabá, Daniel Monteiro (Republicanos), saiu na defesa do ex-secretário de Educação de Mato Grosso, Allan Porto (Republicanos), candidato à deputado estadual, que na última semana apareceu em meio a duas denúncias contra sua campanha. Como noticiado pelo
, na última terça-feira (8), um áudio atribuído a um servidor público, e diretor pedagógico, cobra apoio político de professores e funcionários sob ameaça de exoneração ou transferência os servidores temporários.
À imprensa, Daniel afirma que a denúncia é oriunda de articulações de opositores e questiona as ameaças. Segundo ele, desde que deixou o cargo, o ex-secretário não possui ligações com os novos secretários da Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso (SEDUC-MT), impossibilitando as “punições”.
“Eu acredito com bastante convicção que seja uma outra candidatura, ou algum arco de aliança de oposição. Não falo isso só pela amizade que eu tenho com o Alan, mas também porque eu fui denunciado assim quando eu era candidato. Primeiro, ele não é mais secretário há seis meses. Segundo, não há um alinhamento 100% entre ele e a atual gestão do ponto de vista político. E terceiro, ninguém consegue manter poder”, afirma.
Para Daniel, a própria dinâmica da categoria dos profissionais da educação enfraquece a tese de que servidores seriam facilmente coagidos a apoiar uma candidatura por medo de perder o cargo.
“O professor, diferente de várias outras categorias, é muito crítico. O professor, o profissional, o apoio da educação não se corrompe dessa forma. Ele é um perfil de sociedade, ele é uma fração da sociedade muito independente, muito autônoma, muito emancipada intelectualmente. Então eu não acredito que esse fenômeno aconteça, e mesmo que acontecesse, ele não surgiria efeito porque o professor não vai se curvar por constrangimento eleitoral”, disse.
O vereador também contestou a segunda denúncia envolvendo o candidato, em que supostamente há uso da estrutura da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Cáceres para armazenamento de materiais relacionados à campanha do candidato Alan Porto. Imagens encaminhadas junto à denúncia mostram dezenas de caixas identificadas com o nome “Alan Resende Porto – DRE Cáceres”, além de bandeiras, estruturas e materiais gráficos de campanha armazenados no local.
O volume dos itens levantou suspeitas de que a estrutura pública estaria sendo utilizada como ponto de apoio logístico para atividades eleitorais.
A denúncia também aponta que estaria circulando entre servidores da educação uma suposta lista de compromisso de votos por escola, com metas de apoio ao candidato em unidades da rede estadual. Segundo ele, a fotografia que passou a circular nas redes sociais e que supostamente mostraria caixas de materiais eleitorais armazenadas na sede da Regional de Cáceres da Seduc não teria sido feita no local indicado.
“Naquela foto que tiraram de caixas, que supostamente estariam na Regional de Cáceres, eu te afirmo categoricamente que aquela foto foi tirada na casa de um servidor da Seduc que involuntariamente estava ajudando o Allan. Aquela foto não foi tirada na Regional”, afirmou.
Daniel ainda relacionou as acusações contra Allan Porto a uma denúncia que, segundo ele, também foi apresentada contra sua própria candidatura durante a eleição anterior. O vereador afirma que o caso chegou a ser apurado pela Polícia Federal, mas não teria encontrado elementos suficientes para responsabilizá-lo.
“Eu recebi uma denúncia que foi apurada pela Polícia Federal depois da eleição, e eu nem sequer cheguei a ser ouvido porque não existia nenhum lastro de veracidade naquilo. Dizendo que eu tinha feito pressão, sendo que eu não era nem adjunto. Eu era só um cargo comissionado que não ordenava despesas e supostamente eu estaria constrangendo as pessoas para votarem em mim”, relatou.
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