CORRUPÇÃO NO TCE 29.10.2026 | 13h45

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Polícia Federal
Os alvos presos preventivamente pela Polícia Federal (PF) na Operação Tomada de Contas, deflagrada nesta quinta-feira (29), recebiam salários generosos dentro da Corte de Contas. Na lista dos investigados, os provimentos mensais do sexteto preso variam entre R$ 32 mil até R$ 74 mil pelos trabalhos realizados no órgão.
Conforme o levantamento feito pelo
, o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, recebe o maior salário, com remuneração bruta de R$ 74,2 mil e líquida de R$ 57,3 mil.
Adriangelo Barros Antunes, secretário- executivo, e Roseli Loss, chefe de gabinete do conselheiro, aparecem com salários brutos de R$ 32.365,74 e líquidos de R$ 23.657,54, cada.
Felipe José Glinke, assessor jurídico da Presidência, recebe R$ 21.235,15 brutos e R$ 15.640 líquidos. Já Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico-geral, tem remuneração informada de R$ 13.973,78, tanto bruta quanto líquida.
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Gustavo Fernandes da Silva, assistente jurídico, aparece com salário bruto de R$ 13.010,18. Ainda não foi informada qual participação de cada alvo da operação.
A operação
Como já informado pelo
, a PF mobilizou mais de 180 policiais para cumprir seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A investigação apura indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de possível tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.
Também são investigadas divergências nos pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores e saques recorrentes em espécie. A PF busca esclarecer possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências do tribunal.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A investigação está em andamento, e os mandados de prisão preventiva não representam condenação dos investigados.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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