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PRESSÃO PARA NEGOCIAÇÃO 07.06.2026 | 12h55

Avallone minimiza impacto de tarifaço e critica polarização; 'vamos continuar vivendo essa confusão'

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Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

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O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) avaliou que ainda é cedo para medir os impactos do novo pacote tarifário anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a economia de Mato Grosso nesta segunda-feira (01). Segundo ele, a estratégia do republicano tem sido utilizar anúncios de tarifas como instrumento de negociação internacional.

 

Avallone destacou que as medidas anunciadas possuem prazo para entrar em vigor e podem ser modificadas ao longo das tratativas diplomáticas entre os países.

 

"Veja bem, a estratégia do presidente Trump sempre é anunciar e dar um prazo. Ele anunciou um tarifaço para 15 de julho, portanto vai negociar até lá. Tem que ver o que ele quer. Às vezes, o que ele anuncia de tarifaço não é o que ele quer. O que ele quer é outra coisa", afirmou na quarta-feira (03).

 

Leia também - EUA cita lei estadual de MT para propor novo tarifaço de 25%.

 

O parlamentar citou episódios anteriores em que, segundo ele, as ameaças tarifárias serviram apenas como mecanismo de pressão para obtenção de outros objetivos econômicos e comerciais. Avallone também demonstrou confiança na atuação da diplomacia brasileira durante as negociações e defendeu que o debate.

 

"O Itamaraty é muito competente para isso e eles vão disputar. Agora, está difícil, porque o momento hoje é de polarização. Enquanto esquerda e direita estiverem pensando primeiro na eleição e menos no Brasil e no povo brasileiro, nós vamos continuar vivendo essa confusão", declarou.

 

O deputado ainda comentou as discussões envolvendo questões ambientais e barreiras comerciais impostas ao Brasil. Para ele, há contradições em algumas posições adotadas pelos Estados Unidos em relação à preservação ambiental e à produção agrícola brasileira e mato-grossense.

 

"Antes ele era contra a moratória, agora está sendo a favor da moratória. Como vai entender isso? A confusão é muito grande", disse sobre o acordo de 2006 firmado entre empresas exportadoras, que interrompe a compra de soja plantada em áreas desmatadas da Amazônia.

 

Ao abordar a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos sobre o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, Avallone afirmou que o PIX não estaria sofrendo prejuízos com a disputa e chegou a classificar o cenário como favorável ao Brasil.

 

"Está prejudicando-os e favorecendo o povo brasileiro. É um grande negócio para nós e um péssimo negócio para eles. Muitos países querem copiar o PIX", afirmou.

 

Questionado sobre o apoio de alguns setores políticos brasileiros às medidas anunciadas pelo governo norte-americano, o parlamentar disse que parte das manifestações está ligada ao ambiente de radicalização ideológica. Apesar disso, avaliou que existe consenso em torno da manutenção do sistema de pagamentos instantâneos.

 

"Eu acho que aí há uma unanimidade. Ninguém tem coragem de mexer no PIX porque vai mexer no bolso de cada um de nós. O povo brasileiro não vai aceitar", concluiu em defesa da população.

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