deu em a gazeta 21.03.2026 | 07h00

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João Vieira/ GD
Série de rachas internos no PL, partido que comanda as três maiores cidades de Mato Grosso, provoca desgastes na pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo do Estado. A instabilidade é marcada por crises de relacionamento em Cuiabá, entre o prefeito Abilio Brunini (PL) e a vice Vania Rosa (MDB); em Várzea Grande, entre a prefeita Flávia Moretti (PL) e o vice Tião da Zaeli (PL); e em Rondonópolis, entre Cláudio Ferreira (PL) e Altemar Lopes (Podemos). Somado aos conflitos municipais, o senador lida com a resistência de Brunini, que já declarou abertamente que não pedirá votos para Fagundes devido à sua proximidade com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Mesmo com o cenário conturbado instalado em diferentes frentes, o parlamentar minimizou os impactos e reiterou o discurso de busca pela unidade da direita no estado. Cada um responde pelos seus atos e pelas suas escolhas políticas. "Minha pré-campanha é validada pelo eleitores dos 142 municípios de Mato Grosso; estamos construindo um projeto municipalista, pé no chão e totalmente voltado para o desenvolvimento regional", afirmou o senador, buscando desvincular sua imagem das crises locais.
No entanto, um novo ingrediente de pressão surgiu após um encontro em Brasília, na terça-feira (17), entre o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e Otaviano Pivetta. As articulações indicam uma possível costura para que a sigla apoie Pivetta ao Governo, garantindo em troca o suporte a José Medeiros (PL) e Mauro Mendes (União) para as cadeiras do Senado. Nesse arranjo, Fagundes teria que abdicar da disputa atual e aguardar até 2030 para ser o candidato do grupo, após um eventual mandato de reeleição de Pivetta.
O senador admitiu que a reunião de cúpula de fato ocorreu, mas ressaltou que não participou das conversas e descartou qualquer possibilidade de desistência em favor do Palácio Paiaguás. "Eu lidero todas as pesquisas de intenção de voto realizadas até aqui, tenho uma pré-candidatura muito bem avaliada, firme e organizada, além de contar com a chancela do partido. Não há a menor chance de recuo. Nosso projeto segue avançando com o apoio das bases e da executiva", finalizou Fagundes.
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